Gates se diz 'desapontado' com voto da Turquia contra sanções ao Irã

Secretário de Defesa dos EUA, porém, garante que países continuarão com boas relações

Associated Press

11 de junho de 2010 | 10h50

BRUXELAS - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse nesta sexta-feira, 11, estar "desapontado" com a oposição da Turquia à resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que impõe novas sanções ao Irã por conta do programa nuclear deste país.

 

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"Vou ser honesto, estou desapontado com o voto da Turquia contra as sanções iranianas", disse Gates. "Mesmo assim, a Turquia é um aliado dos EUA há décadas e também membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e continua a ter um papel importante na aliança", disse o secretário em UAM conferência com ministros da Defesa dos países da Otan.

 

Gates ainda notou que os EUA e a Turquia têm um forte relacionamento militar e que os americanos mantêm bases no território turco. "Aliados nem sempre concordam em tudo. Mas seguiremos em frente a partir de agora", disse o secretário.

 

A Turquia, junto do Brasil, votou contra a resolução da ONU na quarta-feira. Ambos os países são membros não permanentes do Conselho de Segurança e pediam mais diálogo com o Irã. Em maio, chegaram a mediar um acordo de troca de urânio com a República Islâmica nos mesmos parâmetros dos pedidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em outubro passado, mas o pacto foi rejeitado pelas potências nucleares.

 

Bomba iraniana

 

O americano ainda disse que dados da inteligência incidam que o Irã deve atingir capacidade para produzir uma bomba nuclear em pelo menos um ou três anos. O temor de que o programa nuclear iraniano sirva para a produção de armamentos atômicos foi o grande motivo por trás da aprovação das sanções.

 

As estimativas da inteligência mostraram períodos diferentes, "mas isso é diferente da criação de todo um arsenal ou coisas do tipo", disse Gates. "Chegar ao ponto de produzir um dispositivo nuclear é o que nos preocupa, e não outras coisas, e para isso eles demorariam entre um e três anos", detalhou o secretário.

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