Gates tenta convencer Japão a retomar apoio no Afeganistão

Secretário de Defesa americano pede que Tóquio continue com suporte naval em missão asiática

ANDREW GRAY, REUTERS

08 de novembro de 2007 | 10h46

O secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates, pediu nesta quinta-feira, 8, ao Japão que retome uma missão naval de apoio às operações dos EUA no Afeganistão, interrompida neste mês devido a discordâncias entre governo e oposição. Autoridades dos Estados Unidos haviam dito que a missão não seria o principal foco da visita de Gates, mas que o assunto certamente deveria ser discutido com o primeiro-ministro Yasuo Fukuda e com ministros japoneses na quinta-feira em Tóquio. Gates já deixou claro que torce para que o Japão encontre uma forma de retomar a missão em breve. "Achamos importante que todos os países que se beneficiam do sistema internacional assumam a responsabilidade por ajudar a nos defender nesta guerra contra o terror", disse um funcionário norte-americano que acompanha Gates. "O Japão já fez muito, e reconhecemos isso. Mas esperamos que eles continuem a fazê-lo." Em seis anos de missão, o Japão forneceu água e combustível grátis num valor equivalente a quase US$ 200 milhões para barcos dos EUA e de seus aliados que patrulham o oceano Índico para tentar coibir o deslocamento de drogas, armas e terroristas. Fukuda quer aprovar uma nova lei para retomar as operações de reabastecimento, mas o líder do Partido Democrático, o maior da oposição, Ichiro Ozawa, rejeita a proposta, argumentando que para isso seria necessário um mandato expresso da Organização das Nações Unidas (ONU). "É lamentável que a missão tenha tido de ser suspensa, mas vamos fazer o máximo para retomá-la", disse o chanceler Masahiko Komura a jornalistas após encontrar Gates. O secretário norte-americano, que nesta semana passou por China e Coréia do sul, almoçou com alguns dos cerca de 50 mil militares norte-americanos estacionados no Japão.

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