Gates vai ao Congresso explicar planos da Defesa

Legisladores esperam detalhes sobre a transferência de recursos para o Afeganistão e fim de Guantánamo

Associated Press,

27 de janeiro de 2009 | 10h53

O Congresso americano está ansioso para ouvir o secretário da Defesa Robert Gates sobre como a administração Obama planeja salvar a guerra no Afeganistão e levar relativa paz ao Iraque depois de anos de combates. Os legisladores, que questionarão Gates nesta terça-feira, 27, também querem detalhes sobre o fechamento da prisão de Guantánamo, medida que preocupa alguns membros do Congresso sobre a possibilidade dos EUA ser o próximo local para onde serão mandados os suspeitos de terrorismo. "Existem muitas questões sobre o que seria vitória no Iraque e o que significaria a transferência das tropas do Iraque", assim como os planos para fortalecer os militares no Afeganistão, afirmou o deputado John McHugh, de Nova York. Obama prometeu transferir recursos militares do Iraque para o Afeganistão e o Paquistão, onde ele afirma que é o centro da guerra contra o terrorismo e o extremismo. De acordo com o plano iniciado durante a administração Bush e endossado por Obama, o Pentágono planeja dobrar para 34 mil o contingente militar americano em solo afegão. Enquanto legisladores apoiam o plano de enviar mais soldados para o Afeganistão, muitos democratas expressaram a necessidade de uma estratégia clara. Gates, o único republicano do gabinete de Obama mantido do governo Bush, administrou a estratégia para o Iraque a que Obama se opôs. O secretário ainda pediu cautela na definição de uma data para a retirada defendida por Obama, enquanto o presidente prometeu trazer as forças americanas de volta em 16 meses. Porém, nos últimos meses, eles encontraram pontos em comum, inclusive o desejo de Obama em alavancar os esforços diplomáticos. No primeiro dia no cargo, Obama ordenou o fechamento de Guantánamo em um ano. Sem mais detalhes de como será o processo, os legisladores ainda esperam saber para onde serão mandados os presos e como serão julgados. Muitos ainda têm dúvidas sobre se vão ser consultados antes da administração Obama tomar qualquer decisão.

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