Shawn Thew/Efe
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General alerta contra cortes na área de defesa dos EUA

Martin Dempsey, futuro chefe de Estado-Maior, se mostra preocupado com redução da dívida americana

Reuters

26 de julho de 2011 | 14h55

WASHINGTON - O general Martin Dempsey, indicado para ser o próximo chefe militar dos Estados Unidos, advertiu nesta terça-feira, 26, que um corte de US$ 800 bilhões ou mais nos gastos de defesa como parte das medidas para reduzir o déficit seria "extraordinariamente difícil e muito arriscado".

O general, escolhido pelo presidente Barack Obama para ser o próximo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, disse em uma audiência no Senado que a dívida de US$ 14 trilhões do país "é uma preocupação séria", mas que não vê isso como a principal ameaça à segurança do país.

O atual chefe de Estado-Maior, o almirante Mike Mullen, classificou a dívida dos Estados Unidos como a maior ameaça à segurança nacional. Dempsey admitiu que há uma relação importante entre a segurança dos país e a dívida, mas disse que "isso não significa que podemos negligenciar os outros instrumentos de força nacional". "A segurança nacional não causou a crise da dívida, nem vai resolvê-la", disse o general ao comitê numa resposta por escrito às questões.

A audiência sobre a nomeação de Dempsey coincide com um impasse em Washington sobre caminhos para reduzir o déficit anual dos EUA de US$ 1,4 trilhão e a dívida de US$ 14,3 bilhões antes do prazo de 2 de agosto para elevar o teto da dívida.

 

No começo do ano, Obama pediu que o Pentágono encontrasse como cortar US$ 400 bilhões nos gastos com a segurança nacional nos próximos 12 anos. O Pentágono estuda como alcançar esse objetivo da melhor maneira e deve apresentar suas opções a Obama. Alguns parlamentares, porém, propuseram cortes ainda maiores, de US$ 800 bilhões ou até US$ 1 trilhão nos anos que estão pela frente.

Questionado sobre as propostas durante sua audiência, Dempsey afirmou que, "baseado na dificuldade de conseguir o corte de US$ 400 bilhões, acredito que o de US$ 800 bilhões seria extraordinariamente difícil e muito arriscado".

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