Genro de Bin Laden é detido na Jordânia em operação envolvendo FBI

Um genro de Osama bin Laden que servia como porta-voz da Al Qaeda foi preso na Jordânia em uma operação liderada pelas autoridades jordanianas e o FBI, disseram fontes do governo norte-americano nesta quinta-feira.

MARK HOSENBALL, Reuters

07 de março de 2013 | 15h48

As fontes disseram que Suleiman Abu Ghaith, um militante que apareceu em vídeos representando a Al Qaeda depois dos ataques de 11 de setembro contra Nova York e Washington em 2001, tinha sido inicialmente apanhado na Turquia.

O governo turco então o deportou para a Jordânia, disseram as fontes, onde as autoridades locais e o FBI assumiram a custódia dele. Ele foi então levado para os Estados Unidos nos últimos dias, segundo uma fonte de segurança.

A confirmação pública inicial da captura de Abu Ghaith veio do deputado Peter King, um republicano sênior do Comitê de Inteligência da Câmara e ex-presidente do Comitê de Segurança Interna.

"Eu elogio nossa CIA e FBI, nossos aliados na Jordânia e o presidente (Barack) Obama pela captura do porta-voz da Al Qaeda, Sulaiman Abu Ghaith. Confio que ele receba um interrogatório vigoroso, e enfrente a justiça certa e rápida", disse King em um comunicado.

"Comunicados de propaganda nos quais Abu Ghaith e seu falecido sogro, Osama bin Laden, elogiavam os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 são, sozinhos, suficientes para merecerem o mais grave castigo".

Fontes norte-americanas indicaram que, enquanto o papel da CIA na captura de Abu Ghaith não poderia ser descartado, o FBI assumiu o papel principal na operação sob os auspícios de um órgão interagências conhecido como Grupo de Interrogatório de Detidos de Alto Valor.

O grupo foi criado pelo governo Obama depois que o presidente ordenou o fechamento permanente do programa da CIA no qual supostos militantes eram detidos e mantidos em uma rede secreta de prisões, durante o governo do presidente George W. Bush.

Os suspeitos foram algumas vezes sujeitos a técnicas fisicamente coercitivas e polêmicas "de interrogatório avançado", e também às vezes eram transferidos sem julgamento para países sob um procedimento conhecido como "rendição extraordinária".

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