Gesto de atirador em base dos EUA é 'impossível', diz avô

O avô do psiquiatra do exército norte-americano acusado de matar a tiros 13 pessoas e ferir outras 30 em uma base do Texas disse no sábado que é impossível acreditar que seu neto tenha cometido tal ato.

REUTERS

07 Novembro 2009 | 10h52

"Ele é um médico e ama os EUA", disse à Reuters Ismail Mustafa Hamad, em entrevista em sua casa na cidade palestina de Al-Bireh. "Os Estados Unidos fizeram dele o que ele é."

Nascido nos EUA, o major Nidal Malik Hasan, de 39 anos, muçulmano e filho de imigrantes, foi atingido durante o ataque e está detido em um hospital em San Antonio, no Texas.

"Se ele ficou bravo ou algo assim eu não sei... o que sei é que é impossível ele ter feito uma coisa dessas", acrescentou Hamad, de 88 anos.

Hasan, que passou anos aconselhando soldados feridos, muitos dos quais perderam membros do corpo lutando no Iraque e no Afeganistão, visitou o avô na Cisjordânia pela última vez há cerca de dez anos. Hamad disse ter visitado o neto nos EUA desde então.

O avô descartou uma motivação político para o gesto. "Ele costumava vir à minha casa, para ficar comigo e me distrair. Nunca se interessou por política e nem gostava de assistir televisão", disse Hamad.

O coronel John Rossi, porta-voz da base de Fort Hood, a maior instalação militar do mundo, disse que Hasan está inconsciente mas em condição estável.

Usando duas armas, sendo uma delas semiautomática, o atirador abriu fogo aparentemente sem aviso na base texana, onde tropas faziam exames médicos antes de ser enviadas em missão ao exterior.

Hasan foi transferido para Fort Hood em abril e deveria ser enviado ao Afeganistão.

Nader Hasan, primo de Hasan, disse em entrevistas que seu parente estava agitado por não ser enviado ao exterior. "Sabemos que nos últimos cinco anos esse foi provavelmente seu pior pesadelo", afirmou.

Hasan teria gritado "Allahu Akbar" ("Deus é o maior" em árabe) pouco antes de atirar, disse à Reuters Chuck Medley, diretor de serviços de emergência de Fort Hood.

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