Governador de NY pode ter licença de advogado cassada

Eliot Spitzer, envolvido em escândalo sexual que levou à sua renúncia, ainde pode responder a processo ético

Efe,

13 de março de 2008 | 19h15

O governador de Nova York, Eliot Spitzer, protagonista de um escândalo sexual que levou à sua renúncia na quarta-feira, 12, pode ser punido com a cassação de sua licença de advogado, além de ter de enfrentar a Justiça num processo ético, informou nesta quinta-feira, 13, a imprensa americana.  Veja também:Pivô da crise de Spitzer 'não quer ser considerada um monstro'Novo governador promete 'encaminhar' NYBrasileira é testemunha-chave no caso do governador de NY Os advogados de Spitzer, que oficialmente deixará o cargo na segunda-feira, 17, não chegaram a um acordo com a Promotoria sobre as possíveis acusações que podem recair sobre o político, disse em nota o promotor chefe de Nova York, Michael Garcia.  Não há acordo algum entre a Promotoria e o governador Eliot Spitzer em relação à sua renúncia ou qualquer outro assunto", afirmou o promotor. Segundo fontes da área, os advogados de Spitzer, de 48 anos e ex-procurador-geral de Nova York, "ainda estão negociando" uma declaração de culpa em troca de acusações por um delito menor. Desde que o escândalo do envolvimento do governador com uma rede de prostituição de luxo veio à tona na segunda-feira, 10, juristas diziam que Spitzer pode ser acusado por violar a conhecida Lei Mann, de 1910 e que tipifica como crime o transporte de pessoas de um estado para outro "com propósitos imorais". O governador também teria infringido a legislação ao contratar os serviços de Ashley Alexandra Dupré, ou 'Kristen', de 22 anos, que viajou até Washington para se encontrar com Spitzer num luxuoso hotel. Spitzer também pode ser acusado de crimes fiscais, já que pagou parte dos cerca de US$ 80 mil que gastou com prostitutas nos últimos anos em dinheiro, numa tentativa de encobrir as despesas. 

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