Governadora-símbolo do Tea Party é criticada por apoiar Romney

Na Carolina do Sul, a mansão do governador foi erguida no local onde um arsenal foi queimado pelo exército da União durante a Guerra Civil. Nos dias de hoje, o ataque nos anos 1860 parece uma metáfora para o mandato da governadora republicana Nikki Haley.

SAMUEL P. JACOBS, REUTERS

03 de janeiro de 2012 | 11h59

Eleita no ano passado como um símbolo da ascensão do conservador Tea Party na política norte-americana, Nikki teve uma transição complicada de crítica do governo para executiva do governo - e uma potencial personagem da campanha presidencial de 2012.

Democratas e republicanos acusam-na de ser mesquinha e distante. E alguns conservadores do Tea Party, que deram a Nikki uma vitória surpreendente no ano passado, agora dizem que ela perdeu o foco sobre as prioridades deles: reduzir o governo e as regulamentações.

Contra esse pano de fundo, Nikki apoiou o ex-governador do Massachusetts Mitt Romney como candidato republicano para presidente. Com isso ela enfureceu ainda mais alguns no estado, que dizem que Romney - favorito no caucus (eleição primária) de Iowa nesta terça-feira - não é conservador o suficiente.

O apoio também atraiu ameaças de que Nikki - aos 39 anos, a governadora mais jovem do país - poderia enfrentar oposição em seu próprio partido quando tentar a reeleição em 2014.

Mesmo assim ela tomou posição para influenciar a campanha presidencial de 2012.

No mínimo, ao apoiar o homem visto como o favorito para ganhar o direito de enfrentar o presidente democrata Barack Obama em novembro, Nikki obteve uma plataforma proeminente dentro do partido Republicano nesta temporada eleitoral.

Nikki - que é índia-americana - deve se destacar na campanha com outros dois jovens republicanos que avançam contra o estereótipo da imagem dos líderes do partido como tendo de ser homens brancos e mais velhos: o governador da Louisiana Bobby Jindal, de 40 anos, um índio-americano, e o senador pela Flórida Marco Rubio, de 40 anos, um cubano-americano.

Ao medir seu sucesso no cargo de governador, Nikki mantém um placar: empregos. Ela diz que isso representa sua capacidade durante o último ano. Não está claro se ela está ganhando.

"Eu como, durmo e respiro empregos", disse ela à Reuters.

Atualmente, o placar está em 19.879, o número de postos que Nikki criou na Carolina do Sul desde que assumiu o cargo, em 12 de janeiro de 2011.

Comparando com seu predecessor, Mark Sanford, os esforços não são extraordinários. Em 2010, em um clima econômico mais duro, Sanford disse ter criado 20.453 postos de trabalho para o estado.

Nikki dá uma explicação bem ensaiada sobre o motivo que a levou a apoiar Romney: o sucesso dele em organizar as Olimpíadas de Salt Lake City em 2002; sua distância da disfunção de Washington; sua postura como o republicano que parece preocupar mais a campanha de reeleição de Obama.

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