Governo da Suécia nega permissão de residência a fundador do Wikileaks

Decisão é golpe para Julian Assange, que buscava proteção das leis de liberdade de imprensa do país

AP,

18 de outubro de 2010 | 20h11

ESTOCOLMO- O governo da Suécia negou nesta segunda-feira, 18, permissão de residência a Julian Assange, o fundador do site Wikileaks. A autoridade nacional de imigração do país se negou a explicar o porquê da decisão, dizendo que o motivo era confidencial.

 

Duas suecas apresentaram acusações de estupro contra Assange, que as negou. A Procuradoria ainda não decidiu se apresentará os crimes no caso, que foi divulgado há dois meses.

 

Gunilla Wikstrom, porta-voz da Junta de Imigração, disse que somente os crimes que foram provados afetariam a decisão do órgão, da qual Assange tem três semanas para apelar.

 

Hoje, Assange disse que uma empresa que fazia muitas doações a seu site especializado em vazar documentos cortou relações com ele, culpando o governo dos Estados Unidos, que negou envolvimento.

 

Washington advertiu os repórteres que está se preparando para uma potencial revelação de milhares de documentos secretos da guerra do Iraque, e pediu à imprensa que não os publiquem.

 

A negação da Suécia é um golpe aos esforços de Assange para conseguir proteção das leis de liberdade de imprensa no país, após o site ter publicado mais de 90 mil documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão.

 

Logo depois da divulgação, o site Moneybookers.com cortou relações com o Wikileaks, alegando que o site havia sido acrescentado "a listas negras na Austrália e a listas de vigilância nos Estados Unidos".

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