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Governo Obama nomeia 'czar' para fronteira com México

Ex-fiscal federal Alan Bersin deverá vigiar implantação das medidas contra violência do tráfico e imigração

Agências internacionais,

15 de abril de 2009 | 19h54

O ex-fiscal federal Alan Bersin foi nomeado nesta quarta-feira, 15, como funcionário especial do governo norte-americano para a fronteira dos Estados Unidos com o México. Ele deverá vigiar a implantação das medidas conta a violência dos cartéis da droga do México e reduzir o fluxo de imigrantes ilegais que atravessam a fronteira rumo aos EUA. Ele também deverá coibir o tráfico de armas dos Estados Unidos para o México, que abastece os cartéis.

 

A nomeação de Bersin como "czar" da fronteira acontece às vésperas da viagem do presidente dos EUA, Barack Obama, ao México. A secretária de Segurança Interna do governo americano, Janet Napolitano, apresentou Bersin em coletiva de imprensa na ponte que une a cidade texana de El Paso a Ciudad Juárez, no México.

 

A violência relacionada ao narcotráfico já deixou 10.650 pessoas mortas no México desde dezembro de 2006. Bersin trabalhou na administração Clinton, quando exerceu um cargo importante na fronteira entre os EUA e o México. Entre 1993 e 1998, ele foi o fiscal federal que chefiou as medidas contra a imigração ilegal na fronteira americana da Califórnia com o México.

 

Obama no México

 

A primeira viagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à América Latina é uma oportunidade para "revitalizar" as relações com toda a região, afirmou a Casa Branca nesta semana. Obama deve chegar na quinta-feira à Cidade do México, em sinal de apoio ao presidente mexicano, Felipe Calderón.

De sexta-feira a domingo, Obama estará em Trinidad e Tobago para a Cúpula das Américas, que reúne 34 nações. A Casa Branca afirmou que os temas prioritários são a busca de apoio para reformas econômicas de base, que ajudem em particular os "pobres entre os pobres", a colaboração com outros países para ampliar a energia renovável e reduzir o aquecimento global e a melhoria na segurança pública.

Cuba está excluída da cúpula, como nação não democrática. Mas a relação desse país com os EUA e sua presença na região será discutida. Obama levantou restrições para cubano-americanos que desejem viajar à ilha e enviar dinheiro a seus parentes que ali vivem. Assessores de Obama não quiseram mencionar por enquanto detalhes sobre as reuniões pessoais do presidente em Trinidad e Tobago. Os funcionários disseram que Obama levará propostas concretas ao encontro, porém não as adiantaram.

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