Governo Obama pede não-ingerência judicial sobre gays militares

O governo dos EUA pediu na quarta-feira à Suprema Corte que não intervenha para exigir que o Pentágono aceite imediatamente a presença de homossexuais assumidos nas Forças Armadas.

REUTERS

11 de novembro de 2010 | 09h30

Um grupo gay chamado Log Cabin Republicans abriu há seis anos uma ação contestando a atual política do Pentágono, que permite que os homossexuais sirvam às Forças Armadas desde que não explicitem sua condição - regra conhecida como "não pergunte e não conte".

O grupo obteve uma liminar, depois suspensa por um tribunal de recursos. O Log Cabin foi então à Suprema Corte, mas o governo argumenta que o caso não cumpria as prerrogativas para chegar ao principal tribunal do país.

O presidente Barack Obama promete revogar a política "não pergunte e não conte", adotada em 1993, mas o governo quer mantê-la em vigor enquanto o Pentágono desenvolve um plano abrangente para a transição.

O jornal The Washington Post disse na quarta-feira que um grupo de estudos do Pentágono concluiu que a mudança na atual política representaria um risco mínimo para o atual esforço de guerra dos EUA no Iraque e Afeganistão.

As conclusões se baseiam em uma pesquisa com militares da ativa e da reserva. Mais de 70 por cento disseram que a mudança nas regras teria resultados positivos, ambíguos ou nulos, disse o jornal, citando fontes familiarizadas com o documento.

O relatório, que será entregue a Obama no dia 1o de dezembro, prevê que não muitos militares irão "sair do armário" caso a atual política seja alterada.

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