Greve de fome de chefe aborígene pressiona premiê canadense

Uma chefe aborígene canadense na terceira semana de uma greve de fome está insistindo para que o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, abra "seu coração" e se encontre com os líderes nativos enfurecidos por suas políticas, enquanto protestos improvisados se espalham para além das fronteiras do país.

Reuters

28 de dezembro de 2012 | 20h34

A chefe Theresa Spence da remota comunidade de Attawapiskat, em Ontario, no norte, está jejuando desde 11 de dezembro e prometeu continuar até que Harper se comprometa a negociar uma série de reclamações, inclusive uma nova legislação que ela diz que vai prejudicar as terras nativas.

"Ele é uma pessoa com um coração, mas precisa abrir o seu coração. Tenho certeza de que ele tem fé no Criador e para ele adiar isso é muito desrespeitoso, eu acho, nem mesmo se encontrar conosco", ela disse em uma entrevista em Ottawa.

Spence está no centro de um movimento de protesto aborígene canadense inédito chamado "Iddle No More", que começou com quatro mulheres na província de Saskatchewan conscientizando sobre a legislação orçamentária do governo conservador aprovada no início deste mês.

A legislação, que também vem sendo criticada pelos políticos da oposição, reduz as proteções ambientais para os lagos e rios e facilitar a venda de terras da reserva.

A campanha pretende atrair a atenção para as condições deploráveis enfrentadas por muitos dos 1,2 milhão de nativos do país, incluindo pobreza, água que não é potável, habitação inadequada, vício e altos índices de suicídio.

(Reportagem de Louise Egan)

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