Gripe suína pode sobrecarregar hospitais dos EUA, diz estudo

Quinze Estados norte-americanos podem ficar sem leitos hospitalares disponíveis e 12 outros podem preencher 75 por cento da sua capacidade com pacientes da gripe suína, caso 35 por cento da população dos EUA contraia a doença nas próximas semanas, segundo um relatório divulgado na quinta-feira.

JULIE STEENHUYSEN, REUTERS

01 de outubro de 2009 | 20h33

O estudo, que se baseia em estimativas a partir de um modelo computadorizado desenvolvido pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA, mostra a sobrecarga que hospitais e departamentos de saúde podem enfrentar numa segunda onda da doença nos EUA.

"Nossa intenção com isso não é causar pânico desnecessário, mas realmente apontar o potencial que até mesmo uma epidemia branda pode ter e quão prontamente isso pode sobrecarregar o nosso sistema de saúde," disse por telefone Jeffrey Levi, diretor da entidade Fundo para a Saúde Americana, que patrocinou o relatório.

Segundo o estudo, o número de pessoas hospitalizadas pode variar de 2.485 em Wyoming a 168.025 na Califórnia, e muitos Estados podem enfrentar uma falta de leitos hospitalares, levando a uma redução de hospitalizações para procedimentos adiáveis.

"Estados de todo o país também têm de descobrir como administrar o afluxo de pessoas nos consultórios e ambulatórios, além da onda de internações," disse Levi.

Autoridades sanitárias locais estão especialmente preocupadas com os jovens, que habitualmente não se vacinam contra a gripe, e as minorias, que foram mais atingidas pela gripe H1N1 na última primavera boreal.

A taxa de contaminação de 35 por cento, usada no relatório, se baseia na pandemia de gripe de 1968, que foi considerada branda. Ela pressupõe que o surto vai durar cerca de oito semanas.

O Conselho de Consultores Presidenciais para Ciência e Tecnologia disse em agosto que 1,8 milhão de norte-americanos podem precisar de internação e que cerca de 30 mil podem morrer, se a taxa de infecção for de 30 por cento.

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