Gustav passa a categoria 4 e Cuba começa a ser evacuada

Passagem do furacão pelo Caribe ja deixou cerca de 70 pessoas mortas; tempestade chega aos EUA na terça

Reuters, Associated Press e Efe,

30 de agosto de 2008 | 15h54

O furacão Gustav ganhou força para uma perigosa tempestade categoria 4 neste sábado, 30, com ventos a 230 quilômetros por hora conforme se aproximava da região ocidental de Cuba, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (CNH, na sigla em inglês). A passagem do Gustav pelo Caribe já deixou 78 mortos. Na terça, o furacão já havia virado o terceiro furacão da atual temporada do Atlântico e antes de perder força e se tornar uma tempestade.   Veja também: Gustav mata 68 no Caribe e ameaça litoral dos EUA   O olho do furacão, de 60 quilômetros de diâmetro, já tocou Punta del este, em Isla de la Juventud, em frente à costa sudoeste da ilha principal de Cuba. As inundações podem ficar entre 3 e 5 metros de elevação sobre o nível do mar e avançar de 3 a 6 quilômetros pela costa sul de Cuba.   "A situação é a mais catastrófica. Os ventos são muito fortes", disse o meteorologista Edgardo Soler por telefone, de Nueva Gerona, na Isla de la Juventud, local onde o furacão atingiu o país com ventos de 230 quilômetros por hora. Segundo o boletim das 18 horas (de Brasília), o olho do furacão estava a 135 quilômetros ao sul de Havana e a cerca de mil quilômetros a sudeste da região central do Golfo do México.   De acordo o boletim, o Gustav se movia em direção à costa dos Estados Unidos e, na condição em que estava, deverá chegar ao país em cerca de 36 horas. Por volta das 18 horas, o furacão estava na província de Villa Clara.   As áreas baixas da capital cubana, Havana, e residências antigas, que poderiam não suportar os fortes ventos do Gustav, começaram a ser evacuadas. Muitas contruções coloniais em Velha Havana são consideradas estremamente vulneráveis aos furacões. Estima-se que 240 mil pessoas devam sair das regiões de perigo.    O fornecimento de energia foi interrompido na cidade e o transporte público deixou de funcionar. Os vôos também foram suspensos no país. Com as evacuações, em Cuba, o número de vítimas pode ser baixo ou até mesmo nulo. Em certos momentos temos muita chuva, grande quantidade de árvores caídas e a colheita de banana está quase toda no chão", afirmou Noel Diaz, um funcionário do município de Pazo Quemado, na província de Pinar del Río.     Preparação norte-americana   O ciclone, descrito pelo CNH como "extremamente perigoso", se dirigia em direção as instalações petroleiras no Golfo do México. "Gustav poderia se tornar um furacão de categoria cinco antes ou pouco depois de passar pelo ocidente da Cuba", disse a instituição. A indústria energética está nervosa, pois, de acordo com as previsões meteorológicas, o furacão passará pelos depósitos petrolíferos do Golfo do México, onde os Estados Unidos produzem um quarto do seu óleo.   Gustav despertou o fantasma do Katrina, cuja força fez com que a maré rompesse, em 2005, os diques de contenção e inundasse 80% de Nova Orleans. A cidade entrou em caos e o governo demorou vários dias para resgatar as vítimas. O furacão deixou uma conta de US$ 80 milhões, convertendo-se no desastre natural mais caro da história dos Estados Unidos.   As autoridades da Louisiana alertaram aos moradores para que se preparassem para a evacuação e dispuseram meios de transporte para os que não tinham automóveis. A saída em massa provocou congestionamentos nas estradas as adjacências de Nova Orleans. As autoridades federais asseguram que os diques foram fortalecidos, mas mesmo assim há pontos vulneráveis em alguns bairros mais devastados pelo Katrina.   Atualizado às 18h49

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