Hagel faz 1ª visita ao Afeganistão como chefe do Pentágono

O secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, chegou na sexta-feira ao Afeganistão, na sua primeira visita ao país desde que assumiu o cargo, no final de fevereiro.

PHIL STEWART, Reuters

08 de março de 2013 | 19h20

Para fazer uma avaliação do conflito que entra em sua fase final, Hagel deve conversar com comandantes e soldados dos EUA, e também com o presidente afegão, Hamid Karzai, que mantém uma relação tensa com os 66 mil militares norte-americanos presentes no país.

"Ao iniciar meu período como secretário de Defesa, espero ter notícias de vocês, ver essa guerra do seu ponto de vista e trabalhar para garantir que vocês recebam o que precisam para concluir a luta e voltarem para casa em segurança", disse Hagel a militares dos EUA.

Hagel contou que não ia ao Afeganistão desde meados de 2008, quando ele e o presidente Barack Obama eram senadores por partidos opostos. O democrata Obama se aproximou muito do republicano Hagel, e comentou naquela época que os dois concordavam em praticamente "todos os itens" da política externa.

As recomendações de Hagel podem moldar algumas decisões importantes de Obama a respeito do Afeganistão, especialmente o tamanho da força residual que será mantida no país quando a Otan encerrar sua missão e combate, no final de 2014.

"Preciso entender o que está acontecendo", disse Hagel a jornalistas no voo até Cabul, que não foi anunciado de antemão.

Na terça-feira, o chefe do Comando Central dos EUA, general James Mattis - prestes a deixar o cargo -, revelou ter recomendado ao governo que mantenha 13,6 mil soldados no Afeganistão, o que está acima do contingente que autoridades disseram estar sendo cogitado pela Casa Branca.

"Acho importante que o general Mattis - assim como todos os nossos comandantes - tenha uma oportunidade para a sua contribuição. O presidente deseja isso, precisa disso, saúda isso", afirmou Hagel, sem revelar sua própria opinião sobre o assunto. Ele disse que Obama ainda não tomou uma decisão.

No mês passado, o presidente anunciou a retirada de 34 mil soldados dos EUA - cerca de metade do total - até o começo do ano que vem.

Hagel insistiu que os EUA não têm intenção de permanecer indefinidamente no Afeganistão, mas acrescentou que o contingente residual após 2014 deverá ser significativo - a exemplo do que ocorre com a presença militar dos EUA na Europa, Coreia do Sul e Japão.

O objetivo dessa futura força será auxiliar os militares afegãos em tarefas de treinamento e apoio, sem participar de combates.

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