Hillary afirma que sanções sobre Irã são contra elite dirigente

Para parte da imprensa dos EUA, sanções seriam contra Guarda Revolucionária do país

Efe,

11 de janeiro de 2010 | 23h46

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou nesta segunda-feira, 11, que a melhor maneira de exercer pressão sobre o Irã para o país abandonar seu programa nuclear é impor sanções contra aqueles que tomam as decisões em Teerã.

 

"Está claro que há um grupo relativamente pequeno de pessoas que toma as decisões no Irã; eles têm relações políticas e comerciais, e se podemos criar uma via de sanções que tenha como objetivo aqueles que realmente tomam decisões (...) isso seria uma maneira mais inteligente de impor sanções", disse Hillary no avião que a leva ao Havaí, a primeira parada de uma viagem que iniciou nesta segunda.

 

A secretária de Estado não especificou as pessoas que poderiam ser afetadas pelas novas sanções que os Estados Unidos e outras nações possam impor ao Irã por sua recusa ao cessar suas atividades nucleares.

 

Alguns meios de comunicação dos EUA, entre eles o New York Times e o Washington Post, apontaram em sua edição digital a Guarda Revolucionária, corpo de elite do Exército iraniano, como uma das classes visadas pelas possíveis sanções.

 

Hillary afirmou que as potências ainda não tomaram nenhuma decisão a respeito, ainda que tenha adiantado, segundo outras mídias, que o Grupo 5+1 - os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) mais a Alemanha - se reuniram no fim desta semana em Nova York para debater o tema.

 

O governo do presidente Barack Obama chegou a conclusão de que estes tipos de sanções, focadas na elite dirigente do Irã, são mais eficazes, depois de consultas com outros países.

 

"Estamos muito envolvidos em pedir ideias de vários países, avaliando qual funcionará, qual não, qual teria o maior impacto para modificar os cálculos estratégicos dentro do Irã dos líderes atuais", afirmou Clinton.

 

A chefe da diplomacia norte-americana indicou, no entanto, que os EUA continua interessado em conversar com o Irã, apesar de estudar sanções contra Teerã.

 

Grande parte da comunidade internacional acusa o Irã de ocultar, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina, além de aplicações bélicas cujo objetivo seriam a aquisição de armas atômicas, alegação que Teerã nega.

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