Hillary classifica atirador do Arizona como 'extremista'

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, qualificou na segunda-feira de "extremista" o homem que baleou a deputada Gabrielle Giffords, e disse que pessoas do mundo todo devem rejeitar as ideologias radicais.

REUTERS

10 de janeiro de 2011 | 10h31

A declaração foi feita durante um evento nos Emirados Árabes Unidos, em resposta a um estudante que questionou a vinculação, por parte da opinião pública norte-americana, dos atentados de 11 de setembro de 2001 com o mundo árabe em geral.

Hillary disse que isso se deve a percepções equivocadas e à influência da mídia. "Temos extremistas no meu país", acrescentou ela.

"Uma jovem parlamentar, maravilhosa e incrivelmente corajosa, a parlamentar Giffords, acaba de ser baleada por um extremista no nosso país. Temos o mesmo tipo de problema. Então, em vez de nos mantermos em impasse, devemos trabalhar para evitar que extremistas de qualquer lugar possam cometer violência."

Um norte-americano de 22 anos foi indiciado pelo atentado a Giffords, ocorrido no sábado no Arizona. Seis pessoas morreram e 14 ficaram feridas no ataque, que gerou um debate nos EUA sobre o acirramento da retórica política.

"Os extremistas e suas vozes, as vozes loucas que às vezes chegam à TV, não são quem nós somos, não são quem vocês (árabes) são, e o que precisamos fazer é superarmos isso e deixar claro que isso não representam as ideias ou as opiniões árabes nem as norte-americanas", disse Hillary.

(Reportagem de Andrew Quinn)

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