Hillary Clinton diz que Bush negligencia a América Latina

Em artigo publicado na Foreign Affairs, pré-candidata defende ainda apoio específico ao Brasil

Efe,

16 de outubro de 2007 | 02h28

A senadora Hillary Clinton, pré-candidata democrata à Casa Branca, disse que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, negligencia a América Latina, onde o desenvolvimento democrático e a abertura econômica foram "freados". Ela defendeu apoio específico ao Brasil, segundo um artigo publicado na segunda-feira, 15. Em texto publicado na revista Foreign Affairs, a ex-primeira-dama dos EUA escreveu: "Em nosso próprio prejuízo, o Governo Bush esqueceu dos vizinhos do sul". "A tragédia dos últimos seis anos é que a administração Bush desperdiçou o respeito e a confiança de nossos mais estreitos aliados e amigos", disse Clinton ao criticar a política de Bush em termos gerais. A senadora recomendou especificamente que os EUA voltem à política de "participação intensa" no continente. "Esta é uma região crucial demais para que os EUA fiquem de braços cruzados", disse a pré-candidata. A revista Foreign Affairs é publicada pelo Council on Foreign Relations, um grupo independente dedicado à análise de assuntos de política externa. Hillary, que lidera as pesquisas sobre intenções de voto das primárias do Partido Democrata, acrescentou que os EUA devem apoiar Brasil e México, países que ela considera as "maiores democracias em desenvolvimento da região". Além disso, ela defendeu um aprofundamento na cooperação estratégica com a Argentina e o Chile. "Também devemos continuar cooperando com nossos aliados na Colômbia, na América Central e no Caribe para combater as ameaças do narcotráfico, do crime e da insurgência", escreveu. Hillary Clinton afirmou que os EUA também têm que unir seu trabalho ao dos países aliados para oferecer programas de desenvolvimento sustentável que promovam as oportunidades econômicas e reduzam as desigualdades para os cidadãos da América Latina. Irã Por outro lado, a senadora por Nova York acusou o governo Bush de pecar por desatenção na questão das ambições nucleares do Irã. Ela disse que os Estados Unidos deveriam estar dispostos a oferecer incentivos a Teerã para que os iranianos ponham fim às suas ambições nucleares, renunciem ao patrocínio do terrorismo, apóiem a paz no Oriente Médio e desempenhem um papel construtivo na estabilização do Iraque. Mas reiterou que "todas as opções" devem ser mantidas caso o governo em Teerã não cumpra as obrigações de não-proliferação nuclear impostas e insistiu que não se deve permitir que o país "fabrique ou compre armas nucleares". O Irã já disse que não tem intenções de desenvolver armas nucleares e que seu programa só tem como finalidade a produção de energia.

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