Mak Remissa/Efe
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Hillary Clinton elogia Mianmar, mas sem citar nome do país

Secretária de Estado norte-americana não quis ofender autoridades da antiga Birmânia

Reuters

12 de julho de 2012 | 12h49

PHNOM PENH - Os elogios dos Estados Unidos a Mianmar crescem a cada dia, mas a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ainda não consegue usar o nome do país na presença de autoridades da antiga Birmânia, e acabou evitando citar os dois nomes em um discurso em um fórum regional na capital do Camboja.

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Hillary elogiou as reformas na nação, mas a impressão é que ela não queria ofender o governo de Mianmar e seus diplomatas em Phnon Pehn ao se referir ao país pelo nome usado oficialmente em Washington, Birmânia, nomenclatura que irrita os ex-generais que agora comandam a democracia nascente.

O dilema data de 1989, quando o Exército mudou o nome para Mianmar um ano depois de milhares serem mortos na repressão a um levante popular. Os EUA não aceitam o novo nome porque acreditam que isso daria legitimidade aos ex-generais. A Grã-Bretanha, antigo governante colonial de Mianmar, também usa Birmânia.

Hillary deve se reunir com o presidente de Mianmar, Thein Sein, em um encontro de líderes empresariais em Siem Reap na sexta-feira, dois dias depois de os Estados Unidos terem amenizado as sanções contra o país para permitir que companhias norte-americanas invistam lá.

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