Hillary Clinton sugere suspender parte das importações da China

Recentemente autoridades retiraram do mercado pastas de dentes e brinquedos chineses devido a quantidade de chumbo

Efe e Associated Press,

28 de agosto de 2007 | 02h57

Hillary Clinton, pré-candidata democrata para as eleições presidenciais do próximo ano, afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos deveriam deixar de importar alimentos e brinquedos chineses enquanto a China não elevar seus padrões trabalhistas e de segurança. "A China tem que acatar a lei, criar normas trabalhistas, ambientais, de segurança dos alimentos e de segurança dos brinquedos", disse a senadora, num discurso a sindicalistas em Buena Vista (Flórida). Recentemente as autoridades de saúde retiraram do mercado pastas de dentes e brinquedos fabricados na China devido a um conteúdo de chumbo que superava as normas americanas de segurança. Hillary defendeu a mesma postura para os alimentos, que deveriam incluir em seu rótulo o nome do país de origem. "Com estes problemas de alimentos inseguros importados da China, as pessoas merecem saber de onde eles vêm. Quem quiser pagar uns centavos a mais por uma boa maçã produzida em Nova York em vez de uma maçã chinesa, terá a opção", disse. Ela criticou o presidente George W. Bush por debilitar a posição dos EUA em relação à China devido ao crescente endividamento. "Se amanhã eles decidirem colocar dólares no mercado financeiro americano, especialmente no meio de uma crise hipotecária, todos seríamos afetados. Não gosto de dar esse tipo de poder a um governo estrangeiro", denunciou a ex-primeira-dama. A normalização das relações comerciais entre EUA e China concretizou-se durante o Governo de seu marido, Bill Clinton (1993-2001). Antes de Hillary, o candidato republicano Mike Huckabee também falou sobre os problemas do comércio com a China para os sindicalistas. Os democratas John Edwards, um ex-senador da Carolina do Norte, e Dennis Kucinich, um congressista de Ohio, devem falar para os sindicalistas nesta terça-feira.

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