Hillary cobra decisão do Irã sobre programa nuclear

Secretária de Estado dos EUA alertou que país árabe deve sofrer sanções se não cooperar

Agência Estado,

18 de setembro de 2009 | 14h39

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu nesta sexta-feira, 18, que o Irã aceite uma oferta americana e de outras potências para negociar o fim de suas controversas atividades nucleares.

 

Veja também:

lista Conheça os números do poderio militar do Irã

lista Altos e baixos da relação entre Irã e EUA

especialEspecial: O histórico de tensões do Irã

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

especialEspecial: As armas e ambições das potências

 

"Nós já deixamos claro nosso desejo de resolver os problemas com o Irã diplomaticamente. O Irã deve agora decidir se pretende se unir a nós nesse esforço", afirmou Hillary a especialistas em relações internacionais, dias antes do início da Assembleia Geral da ONU, marcada para a semana que vem em Nova York.

 

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França - mais a Alemanha pretendem se reunir com o principal negociador nuclear do Irã, Saeed Jalili, em 1º de outubro.

 

Hillary advertiu que o Irã - que segundo os EUA e Israel, entre outros países, tem um programa nuclear secreto para construir armas - deve sofrer novas sanções, caso não queira dialogar. Segundo ele, haveria "custos" para a "contínua rebeldia iraniana", entre eles "mais isolamento e pressão econômica, menos possibilidade de progresso para o povo do Irã". Teerã argumenta que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos, como a produção de energia.

 

Manifestação

 

Nesta sexta-feira, milhares de iranianos protestaram contra o governo de Mahmoud Ahmadinejad, em atos reprimidos pela polícia e por milicianos. "Desde junho, nós vemos o governo iraniano envolvido em uma campanha de prisões motivadas politicamente", além da "supressão da liberdade de expressão", notou Hillary.

 

A oposição protesta pelos resultados das eleições de junho, que segundo os resultados oficiais reelegeu Ahmadinejad. Para os reformistas, porém, houve fraudes generalizadas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.