Hillary corteja esquerda e oferece cooperação com América Latina

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, cortejou na terça-feira um dos líderes de esquerda da América Latina, esperando mostrar que Washington pode cooperar inclusive com países que criticam suas políticas.

ANDREW QUINN E SANTIAGO SILVA, REUTERS

09 de junho de 2010 | 11h40

O presidente equatoriano, Rafael Correa, que habitualmente se alinha com seu colega venezuelano, o antiamericano Hugo Chávez, manifestou "alegria" com a chegada de Hillary, e afirmou que, a despeito das diferenças, Equador e EUA podem trabalhar juntos.

"Não nos curvaremos (aos EUA)", disse Correa ao lado da secretária. "Entretanto, não somos antiamericanos, queremos muito os Estados Unidos", declarou.

Há quase um ano e meio, quando assumiu o cargo, o presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu uma nova era de cooperação com a América Latina. Mas vários atritos surgiram desde então com a região, envolvendo questões como o golpe de Honduras, a imigração nos EUA e o embargo norte-americano a Cuba. Com sua viagem, Hillary pretende retomar a aproximação prometida por Obama.

Correa, parte do bloco esquerdista de governantes da região, no qual se incluem também Chávez e o boliviano Evo Morales, costumava fazer críticas ferozes aos EUA no passado. Como presidente, ele cancelou a cessão da base aérea de Manta às forças norte-americanas, o que levou Washington a buscar um acordo militar com a vizinha Colômbia.

O governo de Correa diz não ser influenciado pela "revolução socialista" de Chávez, mas assim como ele, ampliou o controle estatal sobre os recursos naturais.

Em abril, ele ameaçou nacionalizar operações petrolíferas estrangeiras, a menos que as empresas aceitem contratos que aumentam a influência do Estado na atividade.

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