Mindaugas Kulbis/AP
Mindaugas Kulbis/AP

Hillary diz que eleições na Rússia não foram livres nem justas

diplomata americana afirma que russos têm direito a investigações sobre supostas fraudes no pleito

Reuters

06 de dezembro de 2011 | 07h53

VILNIUS - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, sugeriu que as eleições na Rússia não foram nem livres nem justas, ao fazer um pedido mais amplo nesta terça-feira, 6, pela liberdade digital durante uma reunião europeia sobre segurança.

 

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Hillary se pronunciou diante de ministros de países da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Ela acusou a Bielorrúsia de "perseguição persistente" da oposição e sugeriu que a Ucrânia havia perseguido a ex-premiê Yulia Tymoshenko por motivos políticos.

Pelo segundo dia, Hillary citou "sérias preocupações" com as eleições de domingo na Rússia, em que a maioria parlamentar do primeiro-ministro Vladimir Putin foi reduzida em uma votação manchada por acusações de fraude e outras irregularidades.

"Quando autoridades deixam de indiciar aqueles que atacam pessoas por exercerem seus direitos ou por expor abusos, elas subvertem a justiça e minam a confiança do povo em seus governos", disse Hillary em discurso na OSCE.

"Como já vimos em muitos lugares, e mais recentemente nas eleições da Duma (a câmara baixa do Parlamento) na Rússia, eleições que não são nem livres nem justas têm o mesmo efeito", acrescentou, em comentários que foram um pouco além de suas críticas à votação na segunda-feira.

Hillary disse que dois ex-candidatos presidenciais na Bielorrúsia permanecem presos, um ano depois de uma repressão do governo, e expressou preocupação com o caso de Tymoshenko, na Ucrânia, que enfrenta sete anos de prisão por abuso de poder.

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