Hillary diz que opiniões negativas não a impedirão de vencer

A pré-candidata democrata àpresidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, reconheceu nodomingo que muitos eleitores não gostam dela, mas atribuiu arejeição a anos de ataques republicanos. Contra esse cenário, ela insistiu que tem um históricovencedor, apesar das opiniões negativas. Suas observações foram feitas quando os oito candidatos àindicação presidencial democrata fizeram um debate em Iowa edias depois de Karl Rove, assessor político do presidenteGeorge W. Bush, ter dito que um grande número de eleitores nãovotaria na ex-primeira-dama. Clinton e o seu maior rival para a indicação democrata, osenador de Illinois Barack Obama, foram criticados no debaterealizado na Universidade Drake, em que outros candidatoscomentaram o alto índice do eleitorado que não votaria emClinton e a inexperiência de Obama em matéria de políticaexterna. Clinton rebateu: "A idéia de que se pode escapar da máquinade ataques republicana sem ter alto índice de negativos achoque significa que não se acompanhou o que vem acontecendo napolítica americana nos últimos 20 anos." As pesquisas indicam que, dentro do partido, ela temvantagem na casa dos dois algarismos em relação a Obama. Aeleição presidencial ocorre em novembro de 2008. Mas uma sondagem recente da CBS News indica que 39 porcento dos eleitores em todo o país têm visão desfavorável sobraa candidata, enquanto apenas 20 por cento a têm em relação aObama. Outras pesquisas atribuem índices negativos aindamaiores. Barack Obama, que no levantamento feito pela ABC News, emIowa, teve uma ligeira vantagem, foi criticado por suasdeclarações recentes sobre política externa, entre as quais ade que se reuniria com rivais dos EUA sem pré-condições e quepoderia autorizar ataques dentro do Paquistão sem a autorizaçãodesse país. "A única pessoa que nos separa de um governo jihadista noPaquistão, que possui armas nucleares, é o presidenteMusharraf," disse o senador Chris Dodd, do Connecticut. "Mepareceu irresponsabilidade fazer esse tipo de sugestão." Clinton disse achar que Obama está errado em dizer queestaria disposto a reunir-se com adversários dos EUA como o Irãsem pré-condições em seu primeiro ano de mandato. Obama procurou retratar essa crítica como pensamentosuperado. "Acho que existe, sim, uma diferença substancial entre mime a senadora Clinton quando se trata de reunir-se com nossosadversários", alfinetou ele. "Acho que países fortes epresidentes fortes discutem, sim, com nossos adversários. Nãodevemos ter medo de fazê-lo. Já tentamos a outra maneira, e nãofuncionou."

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