Hillary diz que Taleban é 'ameaça existencial' para Paquistão

Militantes estão próximos à capital; Washington pede que cidadãos denunciem 'política que cede terreno'

Efe,

22 de abril de 2009 | 17h23

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta quarta-feira, 22, que o avanço dos talebans representa uma "ameaça existencial" para o Paquistão, e exigiu a rejeição de uma política que ceda terreno aos terroristas. Na primeira audiência na Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes, Hillary expressou preocupação com "a gravidade da ameaça existencial que representa para o Estado do Paquistão os contínuos avanços (dos talebans)."

 

Veja também:

linkTaleban avança e controla área próxima da capital no Paquistão

 

Apesar de a secretária americana não ter dado mais detalhes, as autoridades dos Estados Unidos expressaram inquietação com o avanço dos militantes dos talebans em um distrito muito próximo à capital paquistanesa, ao tentar conseguir um maior controle na região. A diplomata pediu aos paquistaneses, inclusive às vítimas da diáspora, que "denunciem energicamente uma política que está cedendo mais e mais terreno" a insurgentes que tentam derrubar o governo.

 

O Paquistão, um firme aliado americano na região, ocupa um lugar de destaque na luta dos EUA contra a Al-Qaeda, e o governo de Obama busca impedir que o país se torne santuário da rede terrorista. Na audiência, a chefe da diplomacia americana afirmou que, "sem dúvida", a máxima prioridade do governo do presidente Barack Obama é "interromper, desmantelar e derrotar as redes terroristas" e evitar que grupos extremistas como a Al-Qaeda possam se reinstalar no Afeganistão.

 

Questionada sobre o assunto pelo presidente da Comissão, o democrata Howard Berman, Hillary destacou que os Estados Unidos e a comunidade internacional trabalham para responder ao problema de grupos extremistas tanto no Paquistão quanto no Afeganistão. A chefe da diplomacia americana compareceu perante a Comissão em um momento em que, segundo informou o jornal The Washington Post, Obama convocará uma "cúpula" entre 6 e 7 de maio com os presidentes do Afeganistão, Hamid Karzai, e do Paquistão, Asif Ali Zardari.

 

O presidente americano se reunirá primeiro com ambos separadamente. Ao se dirigir para Iowa com Obama, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, confirmou nesta quarta, sem especificar uma data, que haverá "um encontro de três lados no início de maio" que faz parte de "uma nova política e processo" em relação aos dois países.

 

Seria o primeiro encontro de Obama com os presidentes paquistanês e afegão desde que tomou posse, em janeiro. "Por entender que esta é uma parte tão importante quanto perigosa do mundo, o presidente (Obama) quer estar pessoalmente envolvido, como esteve durante toda sua administração, na busca de soluções aos problemas dessa região e para proteger os Estados Unidos", afirmou Gibbs.

Tudo o que sabemos sobre:
PaquistãoTalebanEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.