Hillary: 'EUA lutarão contra sequestro da democracia na AL'

Secretária de Estado diz que a Casa Branca trabalha duro para conseguir uma solução para crise em Honduras

Efe,

06 de outubro de 2009 | 07h36

A secretária de Estado de EUA, Hillary Clinton, assegurou na segunda-feira, 5, que seu país fará todo o possível para impedir que a democracia na América Latina seja "sequestrada" por golpes militares ou por líderes que queiram se eternizar no poder.

 

Em entrevista conjunta com o secretário de Defesa, Robert Gates, para a rede CNN na Universidade George Washington, Hillary Clinton recebeu uma pergunta de um estudante brasileiro sobre a crise em Honduras e as ações dos líderes da esquerda na região. "Acho que é importante que façamos todo o possível para impedir o sequestro da democracia por parte de gente que é escolhida uma vez e depois decide que não deve haver outra eleição real ou que apele aos golpes militares", assinalou.

 

A secretária de Estado destacou que no continente se produziu "um afastamento da democracia, dos direitos humanos", mas também "do tipo de relações que quiséssemos ter com nossos vizinhos" na região, disse. Por isso, o governo do presidente Barack Obama quis mudar esse modelo e prometeu uma relação com seus vizinhos latino-americanos baseada na igualdade e no respeito, mas advogando, no entanto, seus princípios.

 

No caso específico de Honduras, ela lembrou que os Estados Unidos defendeu os princípios da democracia e da ordem constitucional após o golpe de Estado que derrubou no passado 28 de junho a Manuel Zelaya, ao que seus inimigos acusam de haver querido promover mediante plebiscito sua reeleição, algo que o deposto presidente negou.

 

"Estamos trabalhando muito duro para conseguir uma solução em Honduras", assegurou a secretária de Estado, que indicou que essa solução deve permitir a realização das eleições de novembro e seguir as pautas do Acordo de San José elaborado pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

 

O objetivo é conseguir que Honduras tenha uma "democracia mais sustentável". "Os hondurenhos merecem, eles lutaram duramente para voltar ao ponto no qual estavam antes" da derrocada de Zelaya, concluiu Hillary, quem expressou sua esperança de que os Estados Unidos possam contribuir para que se alcance este objetivo em Honduras.

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