Hillary lamenta que EUA não estejam no Tribunal Penal de Haia

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira que é "uma grande lástima" que os Estados Unidos ainda não sejam signatários do Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia.

REUTERS

06 de agosto de 2009 | 09h14

Os EUA firmaram o tratado de criação do TPI quando o marido dela, Bill Clinton, era presidente. O tratado não chegou a ser ratificado no Congresso, e o sucessor de Clinton, George W. Bush, posteriormente cancelou a assinatura do tratado, alegando que o tribunal poderia propiciar perseguições políticas a tropas norte-americanas no exterior.

"É uma grande lástima que não sejamos signatários", disse ela em uma conversa com cidadãos em Nairóbi, no Quênia. "Acho que poderíamos ter resolvido alguns desafios que surgiram a respeito de nossa adesão, mas isso ainda não chegou a ocorrer."

O TPI é a primeira corte permanente para julgar crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Ele já abriu investigações sobre conflitos em Uganda, República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Darfur. Também indiciou o líder rebelde de Uganda, Joseph Kony, e o presidente do Sudão, Omar Hassan Al Bashir, entre outros.

(Reportagem de Sue Pleming)

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