Hillary liga para Obama para esclarecer comentários sobre Síria

Hillary Clinton, provável candidata democrata à Casa Branca em 2016, ligou para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nesta terça-feira para esclarecer que os comentários polêmicos que fez em uma entrevista não pretendiam depreciá-lo, informou o porta-voz dela.

GABRIEL DEBENEDETTI, REUTERS

12 de agosto de 2014 | 20h47

Na entrevista publicada pela revista The Atlantic no domingo, a ex-secretária de Estado classificou como uma “falha” a decisão dos EUA de não intervirem cedo na guerra civil da Síria.

"Hoje (terça-feira) a secretária ligou para o presidente Obama para deixar claro que nada que disse foi uma tentativa de atacá-lo, às suas políticas ou sua liderança”, afirmou o porta-voz Nick Merrill em um comunicado.

“Embora tenham tido diferenças honestas em alguns temas, incluindo aspectos do terrível desafio que a Síria representa, ela explicou estas diferenças em seu livro e em muitos locais desde então.”

Hillary, também ex-primeira-dama e senadora por Nova York, foi secretária de Estado de Obama entre 2009 e 2013. Desde então, ela vem excursionando o país, dando palestras lucrativas e divulgando suas memórias, "Hard Choices" (Escolhas Difíceis).

Ela estará em Martha's Vineyard, no Estado de Massachusetts, para assinar cópias de seu livro na quarta-feira. Obama está de férias no mesmo local, e os dois devem se encontrar na noite do mesmo dia.

“Como quaisquer amigos que têm que lidar com a atenção do público, ela está ansiosa para desabafar sobre isso quando se virem amanhã de noite”, afirmou Merrill.

Hillary não disse se irá concorrer à Presidência, mas é vista como favorita para a indicação democrata – daí todas as suas declarações públicas serem dissecadas como possíveis reflexos de sua potencial plataforma de campanha.

Embora os comentários tenham sido o esforço mais explícito de Hillary para se distanciar da Casa Branca, há meses ela vem ressaltando sutilmente as diferenças entre ela e Obama, e a publicação de "Hard Choices" em junho foi mais uma chance de fazê-lo.

No livro, ela identificou especificamente a decisão de Obama de não armar rebeldes sírios moderados como um ponto de discórdia enquanto estava do Departamento de Estado.

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