Hillary pede que Coreia do Norte ponha fim a provocações

Secretária americana disse ainda que país comunista deve realizar uma desnuclearização 'completa e verificável'

Efe,

20 de fevereiro de 2009 | 02h59

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta sexta-feira, 20, à Coreia do Norte que ponha fim às provocações e advertiu que caso continue com sua postura de insultos e de rechaço ao diálogo com Seul, não haverá uma "relação diferente" com os Estados Unidos. Hillary vê possível disputa de poder na Coreia do Norte "Pedimos ao governo da Coreia do Norte que abandone as provocações verbais e pare de ser de pouca ajuda porque isso não é frutífero", afirmou Hillary durante sua visita à Coreia do Sul, terceira parada de sua viagem asiática. Hillary, que fez essas declarações depois de se reunir com o chanceler sul-coreano, Yu Myung-hwan, pediu também ao regime comunista que respeite todos os compromissos firmados em 2006 com seu vizinho do sul e que empreenda uma desnuclearização "completa e verificável". Perante rumores de que o país comunista estaria se preparando para lançar um míssil de longo alcance, Hillary lembrou que o ato seria uma violação da Resolução 1718, adotada no Conselho de Segurança da ONU. "Pedimos à Coreia do Norte que suspenda todas as suas atividades relacionadas com mísseis balísticos", apontou a chefe da diplomacia do Governo Barack Obama. A ex-primeira-dama destacou, assim, a importância de que a Coreia do Norte se torne uma "parte construtiva da comunidade internacional" e volte à mesa de negociações com Coreia do Sul, EUA, Japão, China e Rússia. Em coletiva de imprensa conjunta com o chanceler local, Hillary anunciou também a nomeação de Stephen Bosworth, ex-embaixador americano em Seul, como novo representante dos EUA nas negociações destinadas a buscar uma saída pacífica ao conflito nuclear norte-coreano. Os dois diplomatas concordaram também sobre a necessidade da coordenação dos dois países para combater a crise global, assim como a importância de cooperar para a mudança climática e a reconstrução do Afeganistão. A secretária de Estado se reunirá com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, e posteriormente com o primeiro-ministro, Han Seung-soo, que foi embaixador da Coreia do Sul em Washington durante o governo Bill Clinton. Hillary deve deixar a capital sul-coreana ainda nesta sexta-feira rumo à China, última etapa de uma viagem pela Ásia que já a levou também ao Japão e à Indonésia.

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