Hillary promete lutar contra projeto 'insultante' sobre aborto

Um projeto do governo Bush quequalifica vários métodos contraceptivos como aborto deve sercombatido por configurar um "insulto gratuito e desnecessário"às mulheres, disse na sexta-feira a senadora democrata HillaryClinton. O projeto corta verbas federais para hospitais e Estadosonde os serviços médicos são obrigados a oferecer contracepçãoe aborto legal às pacientes. Grupos de planejamento familiar seopuseram à proposta. "Não vamos aceitar que esta agenda radical e ideológicafaça voltar o relógio dos direitos da mulher", disse aex-pré-candidata a presidente, em entrevista coletiva numhospital de Nova York. "As mulheres veriam sua cobertura paraanticoncepcionais desaparecer da noite para o dia." Hillary disse ter escrito com a colega de bancada PattyMurray uma carta ao secretário de Saúde, Mike Leavitt, pedindoa ele que reconsidere o projeto. Ela também pediu às pessoasque participem de um abaixo-assinado contra a medida,disponível em seu site www.hillaryclinton.com. "Nosso primeiro esforço é para fazer o governo Bushrescindir o regulamento, não publicá-lo em sua forma atual",disse Hillary. "Caso não dê certo, vamos buscar medidaslegislativas que podemos tomar para evitar que este regulamentoentre em vigor algum dia." Um memorando obtido nesta semana pela Reuters --aparentemente o esboço de uma portaria do Departamento de Saúdee Serviços Humanos -- define como aborto qualquer procedimento,inclusive medicamentos comuns, "que resultem no encerramento davida de um ser humano 'in utero' entre a concepção e onascimento natural, seja antes ou depois da implantação (noútero)". A concepção ocorre quando o espermatozóide encontra o óvulonas trompas de Falópio. O óvulo fertilizado então leva três aquatro dias para se implantar no útero. Vários métodosanticoncepcionais, como o DIU ou a pílula, interferem nesseprocesso.

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