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Hillary promete nova era na diplomacia dos EUA

A ex-senadora Hillary Clinton assumiu oficialmente nesta quinta-feira o cargo de secretária de Estado norte-americana e prometeu uma nova era na diplomacia do país, antes de receber a ilustre visita do presidente Barack Obama. A visita de Obama ao Departamento de Estado, antes de ir ao Pentágono, foi vista como um sinal de que ele pretende dar à diplomacia um papel mais relevante que o das Forças Armadas. Em discurso a diplomatas, Obama afirmou que o trabalho deles é "decisivo para o nosso sucesso". "Vocês terão uma secretária de Estado que goza da minha total confiança", afirmou Obama. "Minha aparição hoje, como foi notado, salienta meu compromisso com a importância da diplomacia e a renovação da liderança americana." Antes, cerca de mil funcionários lotaram o saguão do Departamento e aplaudiram a chegada de Hillary. "Farei tudo o que puder trabalhando com vocês para deixar bastante claro que a diplomacia robusta e o desenvolvimento efetivo são as melhores ferramentas de longo prazo para assegurar o futuro da América", disse Hillary. "Creio de todo coração que esta é uma nova era para os EUA." Sinalizando as primeiras prioridades externas, Hillary e Obama já nomearam dois enviados especiais -- um encarregado de buscar uma paz "sustentável" entre israelenses e palestinos, e outro para focar no Afeganistão e Paquistão. Ambos são veteranos diplomatas -- George Mitchell, enviado para o Oriente Médio, mediou a paz na Irlanda do Norte; o outro enviado, Richard Holbrooke, foi embaixador junto à ONU e em 1995 arquitetou o plano que encerrou a guerra da Bósnia. "Qualquer coisa aquém de incansáveis esforços diplomáticos deixará de produzir uma paz duradoura e sustentável em qualquer desses lugares", disse Hillary ao apresentar os novos enviados. Antes, em discurso de apresentação, a ex-primeira-dama -- que em 2008 travou com Obama uma acirrada disputa pela indicação democrata à Casa Branca -- disse aos funcionários que há tempos desafiadores pela frente. "Não será fácil. Não quero que ninguém deixe esta recepção extraordinariamente calorosa pensando 'Ah, bom, isso vai ser ótimo'. Vai ser duro", acrescentou. Esperando por Hillary no seu gabinete do sétimo andar estava uma carta de boas-vindas e recomendações da antecessora Condoleezza Rice, criticada por subordinados pela aparente falta de empenho em conseguir verbas para a diplomacia. Hillary obteve aprovação do Senado para o cargo na quarta-feira, apesar de restrições de republicanos por causa de possíveis conflitos de interesses com atividades do marido dela, o ex-presidente Bill Clinton.

SUE PLEMING, REUTERS

22 de janeiro de 2009 | 20h13

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