Homem é condenado a 18 anos de prisão por complô contra Exército dos EUA

Um homem que planejou invadir um centro de recrutamento militar de Seattle com metralhadoras e granadas em retaliação a ações do Exército dos Estados Unidos no Afeganistão foi condenado a 18 anos de prisão nesta segunda-feira.

Reuters

25 de março de 2013 | 20h52

Abu Khalid Abdul-Latif, também conhecido como Joseph Anthony Davis, admitiu a culpa em dezembro de conspiração para assassinar oficiais e funcionários dos Estados Unidos e conspiração para usar armas de destruição em massa.

Passando a sentença na Corte Distrital dos EUA em Seattle, o juiz James Robart também deu a Abdul-Latif 10 anos de liberdade supervisionada. Sob os termos de seu acordo judicial com a promotoria, ele enfrentava uma sentença de 17 a 19 anos de prisão.

Ao longo de uma audiência de quase duas horas de duração nesta segunda-feira, Abdul-Latif, de 35 anos, que passou os últimos dois anos na solitária, ficou calado.

Usando barba comprida e um solidéu branco de malha, ele se balançava ligeiramente para frente e para trás, recusando a oportunidade de se dirigir à corte quando lhe foi oferecida pelo juiz.

Antes de dar a sentença, promotores do governo argumentaram que Abdul-Latif era um participante ativo na conspiração e tinha total responsabilidade de realizar o ataque, enquanto advogados da defesa argumentaram que ele foi vítima de uma armadilha e meramente um espetáculo de "retórica".

O juiz concluiu que Abdul-Latif "participou significantemente" da conspiração do ataque e deu uma sentença que ficou no meio das esboçadas no acordo.

O coacusado ao lado de Abdul-Latif, Walli Mujahidh, de 33 anos, se declarou culpado em dezembro de 2011 às acusações de conspiração e armas e deve ser sentenciado em 8 de abril.

A dupla, que tinha cidadania norte-americana, foi presa em junho de 2011 e indiciada no mês seguinte por acusações de conspirar para atacar a Estação de Processamento de Entrada Militar, onde os recrutados são selecionados e processados, ao sul do centro de Seattle.

Em seu acordo judicial em dezembro, Abdul-Latif admitiu ter concordado em realizar o ataque e feito planos para que Mujahidh viajasse de Los Angeles para Seattle a fim de participar do ataque.

O complô veio a público depois que uma pessoa que conhecia Abdul-Latif há vários anos e tinha sido sondado para fornecer armas para o ataque planejado foi à polícia, tornando-se um informante secreto pago, segundo documentos judiciais.

O informante disse às autoridades que Mujahidh sugeriu invadir a estação de recrutamento "com metralhadoras e granadas e matar todo mundo ali", disse o gabinete da promotoria.

Granadas são consideradas armas de destruição em massa pela lei federal norte-americana.

(Reportagem de Bill Rigby)

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