Homem é condenado em NY por 'pirâmide' de US$ 800 milhões

Um homem do Texas foi condenado por um júri federal dos EUA por ter participado de uma "pirâmide financeira" que, segundo promotores, movimentou 800 milhões de dólares, seduzindo as vítimas a investirem na compra de caixas automáticos que não existiam.

REUTERS

15 de novembro de 2010 | 17h38

Walter Netschi, residente em McKinney, no Texas, foi condenado na sexta-feira por um júri federal de Manhattan, onde respondia por nove acusações de fraude eletrônica e uma de conspiração, segundo documentos judiciais.

Outro réu no caso, Vance Moore, de Raleigh, na Carolina do Norte, declarou-se culpado em 18 de outubro pelas mesmas acusações.

Beth Farber, advogada de Netschi, não se pronunciou na segunda-feira sobre o veredicto. A sentença está marcada para 2 de março, segundo os registros judiciais.

Em setembro de 2009, promotores acusaram Moore e Netschi de angariar investimentos para comprar cerca de 4.000 caixas eletrônicos, com a promessa de que os participantes receberiam parte das taxas cobradas nos saques dos clientes.

Na verdade, cerca de 3.600 dessas máquinas não existiam ou nunca foram propriedade de Moore e Netschi, e os homens usavam o dinheiro recebido para enriquecerem e ampliarem o esquema, segundo promotores.

A fraude durou de 2005 a janeiro de 2008, disseram os promotores.

Eles afirmaram que Netschi tinha 62 anos na época em que foi indiciado, e que pode pegar 20 anos de prisão por cada acusação.

O caso se chama "EUA vs. Moore e outros," e tramitou na Corte Distrital Sul de Nova York, sob número 09-00881.

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