Imã diz que briga por mesquita em NY compensa polêmica

A proposta de construir um centro cultural islâmico e uma mesquita perto do local onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center, destruídas nos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York, mereceu a polêmica, pois expôs as dificuldades enfrentadas por muçulmanos nos Estados Unidos, disse o imã do centro na segunda-feira.

BASIL KATZ, REUTERS

13 de setembro de 2010 | 17h17

Falando ao grupo Council on Foreign Relations, o imã Feisal Abdul Rauf perguntou retoricamente se o centro "merecia toda essa pirotecnia" e respondeu "categoricamente sim".

Rauf e outros organizadores do projeto têm negado reiteradas vezes a mudança de local, a dois quarteirões da região conhecida como Marco Zero.

Ele reconheceu, no entanto, que a pressão para mudar o centro cresceu nas últimas semanas ao se tornar uma questão de política nacional.

"Estamos explorando todas as opções e estamos trabalhando através do que será uma solução, se Deus quiser, que resolverá esta crise", disse Rauf, sem dar mais detalhes.

Pesquisa divulgada na segunda-feira pela Quinnipiac University apontou que 63 por cento dos eleitores norte-americanos registrados acreditam ser errado construir uma mesquita tão perto do que consideram um local sagrado.

Cerca de 2 mil pessoas se reuniram no sábado, nono aniversário dos ataques, perto do local onde o centro deverá ser construído para defender ou protestar contra o projeto.

Um desconhecido pastor do Estado da Flórida chocou muçulmanos em todo o mundo com seus planos de queimar cópias do Alcorão no mesmo dia.

Apesar de o pastor ter cancelado seus planos, Rauf disse que esse caso mostrou que os eventos em Nova York estão sendo observados "em todo o mundo".

"Nosso exemplo fala alto para todo o mundo", disse Rauf. "O que acontece aqui tem efeito em cadeia".

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