Imagem dos EUA melhorou, mas ainda é ruim, aponta pesquisa

Guerra do Iraque, recessão econômica e política externa agressiva arranham a imagem americana

Associated Press,

12 de junho de 2008 | 17h55

As pessoas ao redor do mundo esperam que o próximo presidente americano melhore a política externa do país, especialmente se Barack Obama for eleito, enquanto a imagem negativa dos Estados Unidos ainda persiste, indica uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 12. O estudo, feito em 24 países pelo Pew Research Center, também aponta um crescente desânimo com a economia mundial, especialmente em 18 nações que classificam as condições econômicas doméstica como ruins.   Veja também: Brasileiros 'confiam mais em Obama do que em McCain'   Em mais notícias ruins para os EUA, as pessoas têm uma senso generalizado que a economia americana está atingindo seus países. O pensamento está presente até em nações consideradas aliadas dos americanos, como a Alemanha, Austrália, Turquia, França e Japão. Até seis em cada 10 americanos concordam que a economia do país está tendo um impacto ruim. O instituto entrevistou 24 mil pessoas entre 17 de março e 21 de abril.   Visões dos EUA melhoraram ou permaneceram iguais às do ano passado em 18 nações, o primeiro sinal positivo que a pesquisa apontou para a imagem dos Estados Unidos mundialmente neste década. As melhoras são modestas, mas o país parece estar menos impopular na maioria dos países do que estava antes da invasão do Iraque em 2003.   Números substanciais na maioria dos países pesquisados indicam que eles estão acompanhando de perto a eleição presidencial americana, incluindo 83% no Japão - quase a mesma proporção que disse também estar acompanhando nos Estados Unidos. O otimismo de que o próximo presidente americano irá remodelar a política externa do país para melhor também é considerável em 14 países, incluindo dentro do próprio Estados Unidos.   Andrew Kohut, presidente do instituto Pew, disse que muitos parecem esperar que o papel dos Estados Unidos no mundo melhore com a saída do presidente George W. Bush, que permanece profundamente impopular em todos as nações estudadas. "As pessoas acham que os EUA querem dominar o mundo", afirma Kohut.   Eleições americanas   Entre os países mais esperançosos de que o novo presidente irá melhorar as políticas americana estão a França, a Espanha e a Alemanha, onde a oposição pública às políticas de Bush para o Iraque e para o resto do planeta era forte.   Um forte otimismo também vem de países onde o ressentimento com os Estados Unidos tem sido menos lembrado, como a Índia, Nigéria, Tanzânia e África do Sul.   Egito, Jordânia e Líbano tem as maiores expectativas de que o próximo presidente americano irá piorar a política americana, consistente com o cepticismo expressado em muitas questões na pesquisa pelos países islâmicos.   Japão, Turquia, Rússia, Coréia do Sul e México apresentaram números expressivos indicando que, para eles, a eleição poderá mudar pouco.   Os resultados indicam que em 20 países a confiança em Obama, o virtual candidato democrata à Casa Branca, é maior que no republicano John McCain, para os assuntos externos. Os dois candidatos estão empatados nos Estados, Jordânia e Paquistão, mas a margem do democrata aumenta na Europa ocidental, Austrália, Japão, Tanzânia e Indonésia, onde ele viveu por um tempo durante a infância.   Além dos países onde Obama e McCain estavam empatados, havia uma pequena distância entre os rivais na Índia e China, onde nenhum dos dois conseguiram um grande índice de confiança.   Economia   Os EUA são vistos como o maior poder econômico do mundo por 22 países pesquisados. Em 11 nações mais pessoas já acreditam que a China irá substituir os Estados Unidos como a maior potência mundial ou já o fez do que aqueles que consideram que isso nunca irá acontecer.   Ao mesmo tempo, as avaliações favoráveis da China despencaram desde o ano passado, com preocupações generalizadas sobre seu poderio militar, poluição e direitos humanos. A pesquisa foi feita durante feita durante os protestos do Tibete, antes do terremoto que abalou o país.  

Mais conteúdo sobre:
EUABarack Obama

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.