Imigração ilegal cai e policia dos EUA mira tráfico de pessoas

Uma queda acentuada no número de imigrantes ilegais provenientes do México está permitindo à polícia do Estado do Arizona se concentrar mais nas redes de tráfico de pessoas, afirmam autoridades dos Estados Unidos.

TIM GAYNOR, REUTERS

18 de novembro de 2010 | 14h53

O Arizona é a principal rota de entrada nos EUA para o tráfico de pessoas e de maconha proveniente do México -- um comércio ilegal de bilhões de dólares anuais.

No ano passado, a Patrulha de Fronteira norte-americana fez 241 mil detenções nos desertos do sul do Estado, em comparação com os cerca de 616 mil de uma década atrás. A segurança intensificada e o enfraquecimento da economia contribuíram para reduzir o fluxo migratório.

A forte queda nas detenções significa que os funcionários de uma série de agências policiais passam menos tempo fichando os imigrantes em comparação com anos anteriores, liberando-os para se concentrar nos traficantes.

"No pico do tráfico de estrangeiros no Arizona, nossos investigadores, assim como nossos colegas de outras agências, estavam muito concentrados em passar de incidente a incidente e em fazer a triagem desses incidentes", disse Matthew Allen, agente especial encarregado da agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE na sigla em inglês) no Arizona.

"A redução no tráfico observada aqui no Estado de fato deu aos agentes especiais do ICE a oportunidade de focar nas atividades investigativas", afirmou ele.

Na área metropolitana de Phoenix, a principal base inicial para milhares de imigrantes ilegais que entram nos EUA, a polícia afirma que eles não estão mais tão ocupados com as casas provisórias usadas para abrigar migrantes em trânsito, o que permite que se concentre mais nos recursos contra as redes criminosas.

Numa operação bem-sucedida na semana passada, uma força-tarefa policial conjunta prendeu 12 suspeitos, apreendeu 62 veículos e desbaratou uma célula de tráfico de pessoas que levava milhares de imigrantes ilegais da fronteira do México, ao fim de uma investigação de 12 a 18 meses.

"Isso nos dá a oportunidade de nos aprofundarmos mais", disse Fred Zumbo, capitão do Departamento de Segurança Pública do Arizona, chefe da força-tarefa, que incluiu agentes do ICE e das polícias de Phoenix e de Glendale.

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