Impasses em Washington viram piada de Obama no jantar de correspondentes

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, zombou de si mesmo em relação ao ele chamou de um ano difícil, mas seu humor mais cáustico referia-se a impasses em Washington quando políticos e meios de comunicação importantes se reuniram no jantar anual da Associação dos Correspondentes da Casa Branca.

DOINA CHIACU, Reuters

04 Maio 2014 | 14h24

"Em 2008 meu slogan era 'Yes we can'. Em 2013 era control-alt-delete", brincou Obama para uma audiência que também estava cravejada de estrelas de cinema e da televisão dos EUA.

"Em um momento, as coisas ficaram tão ruins que 47 por cento ligaram para Mitt Romney para pedir desculpas", disse, referindo-se à gafe da campanha presidencial de 2012 na qual o candidato republicano disse, em comentários que foram secretamente gravados, que 47 por cento dos norte-americanos tornaram-se dependentes de ajuda do governo.

O presidente destacou alguns dos pontos baixos de sua administração no ano passado, referente ao desastroso lançamento do site para o marco da reforma do sistema de saúde.

Depois, ele citou oponentes republicanos no Congresso que estão clamando para revogar a legislação, apesar do número de matrículas superior ao esperado nas mudanças do sistema de saúde: "Quão bem o Obamacare tem que trabalhar antes de você parar de tentar revogá-lo?"

Obama disse que estava se sentindo triste por John Boehner, o presidente republicano da Câmara dos Deputados. "Hoje em dia , os republicanos estão mais exigentes com John Boehner do que comigo, o que significa realmente que laranja é o novo preto", disse ele, em uma referência ao aparentemente perpétuo bronzeado de Boehner.

No final de seu discurso, Obama voltou a atenção do público para um monitor de vídeo, que não funcionou. A secretária de saúde, Kathleen Sebelius, que anunciou sua renúncia neste mês depois de supervisionar a implementação fracassada do Obamacare, subiu ao pódio para tentar corrigir o problema técnico.

Obama também criticou republicanos de bloquear sua tentativa de aumentar o salário mínimo. " Se você quer ser pago para não trabalhar, você deve correr para o Congresso como qualquer outra pessoa", disse.

(Reportagem adicional de Yasmeen Abutaleb)

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