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Imprensa aponta que legado de Bush será a 'incompetência'

Sucessor herdará 2 guerras, a economia desorganizada e um país desacreditado em termos de política externa

Agências internacionais,

07 de novembro de 2008 | 09h59

Com índices recordes de reprovação e intensas críticas sobre sua política para o conflito no Iraque, o descaso com as vítimas do furacão Katrina e o colapso econômico, historiadores consultados pela CNN apontam que a palavra que melhor descreve a presidência de George W. Bush seria "incompetência".   Segundo Julian Zelizer, professor de história e questões públicas da Universidade de Princeton, Bush é visto como incompetente nos termos do modo como lidou com as políticas internas e estrangeiras, ignorando o bem-estar da população. Alguns afirmam que assim como aconteceu com outros presidentes, a reputação de Bush pode mudar com o tempo. Barbara Kellerman, professora de história política da Universidade de Harvard afirmou que quando o presidente eleito, Barack Obama, assumir o cargo em janeiro, as pessoas pode ver Bush de outra forma. "Acredito que é possível que a população pare de ver a administração Bush com raiva, como agora".   Barbara, autora do livro Bad Leadership: What It Is, How It Happens, Why It Matters (Liderança ruim: o que é, como acontece, por que importa, em tradução livre), lembra que Bush não teve sorte nos últimos oito anos. "Ele foi um pouco sem sorte. Certas coisas que aconteceram seu mandato não foram enfrentadas por outros - um 11/09, o Katrina e a crise financeira são três óbvios exemplos", afirmou. "Ele está sendo culpado".   A crise econômica e a rejeição ao plano de resgate ao sistema financeiro afetaram ainda mais a já combalida popularidade do presidente dos EUA, George W. Bush. De acordo com pesquisa da rede CNN, divulgada em outubro, Bush atingiu o pior nível de aprovação de seu governo: apenas 24% dos americanos aprovam sua administração. Com esse índice, Bush se iguala à popularidade de Richard Nixon (1969-1974), uma semana antes de sua renúncia em razão do escândalo de Watergate. "Pior do que os dois só os 22% de aprovação de Harry Truman, em 1952", afirmou Keating Holland, diretor do departamento de pesquisas da CNN.   Bush gostaria de ser comparado a Harry Truman, que foi muito impopular durante seu mandato,mas acabou reabilitado pela história.No entanto,para estudiosos, ele corre o risco de ter seu nome registrado como o de Herbert Hoover, estigmatizado pela Crise de 1929. O maior marco de sua presidência é a invasão do Iraque. A decisão de declarar guerra baseado na falsa premissa de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa é vista como um erro monumental pela maioria dos analistas. Houve também uma série de erros na condução da guerra. Os EUA invadiram o Iraque com um número insuficiente de soldados, desmantelaram o Exército do país e torturaram iraquianos. O resultado foi a ascensão de insurgentes e uma guerra incontrolável. Em 2007, Bush enviou mais soldados e a guerra tornou-se menos violenta.   No Afeganistão, o governo administrou mal o que deveria ter sido o principal front na guerra contra o terror. Analistas concordam com a crítica do democrata Barack Obama, que afirma que o Iraque desviou recursos e soldados que deveriam ter ficado no Afeganistão combatendo a Al-Qaeda. Os dois conflitos já consumiram US$ 900 bilhões e deixaram o Exército exaurido. Para atingir as metas de recrutamento, passou a alistar soldados com ficha criminal e sem colegial completo.   (Com Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo)

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