Incêndio em centro de controle fecha aeroportos em Chicago

Incêndio em centro de controle fecha aeroportos em Chicago

Fogo em principal centro de controle de tráfego aéreo dos EUA interrompeu pousos e decolagens

MARY WISNIEWSKI, REUTERS

26 de setembro de 2014 | 13h27

Um incêndio em um centro de controle de tráfego aéreo nos arredores de Chicago, nesta sexta-feira, levou ao cancelamento de todos os voos no aeroporto internacional O'Hare, um dos mais movimentados do mundo, e no aeroporto Midway, um centro de conexões domésticas, tumultuando o tráfego aéreo em todo os Estados Unidos.

Mais de 800 voos saindo e chegando dos dois aeroportos foram cancelados até as 9h20 (11h20, no horário de Brasília), de acordo com o site de monitoramento flightware.com, prejudicando milhares de passageiros. Segundo a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), os voo começaram a ser retomados, mas em um ristmo reduzido.

O'Hare é o principal centro de conexões da companhia United Airlines e um importante centro para a American Airlines. De janeiro a agosto, mais de 580 mil voos decolaram ou pousaram em O'Hare, disse a prefeitura de Chicago, citando dados da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês).

O Departamento de Aviação de Chicago disse que funcionários de um centro de controle da FAA no município de Aurora tiveram que ser retirados quando começou o incêndio, às 6h (8h, no horário de Brasília).

"O centro de controle de Chicago foi esvaziado devido a um incêndio nas instalações. Isso resultou em uma interrupção em solo de voos na área e se dirigindo a Chicago", disse a FAA em um comunicado.

A administração do espaço aéreo foi transferida para instalações de controle próximas, disse o órgão.

Equipes que atenderam ao chamado de incêndio encontraram um homem com ferimentos autoinfligidos no porão do local, noticiou o jornal Chicago Tribune. A rede NBC News disse, citando duas fontes da FAA, que as autoridades acreditam que o incêndio pode ter sido ateado intencionalmente.

Representantes do departamento policial não puderam ser imediatamente contatados para comentar.

(Reportagem de Colleen Jenkins, Karen Brooks, Mary Wisniewski e David Baliey)

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