Incêndio que matou guatemaltecos nos EUA foi intencional

Autoridades pedem que testemunhas, mesmo em situação migratória irregular, prestem depoimentos

Efe,

02 de fevereiro de 2010 | 03h23

A Polícia de Nova York informou na segunda-feira, 1, que o incêndio que matou cinco imigrantes guatemaltecos no último sábado passado foi intencional, e pediu às possíveis testemunhas do fato que prestem depoimentos às autoridades mesmo se estiverem em situação migratória irregular.

  

Os agentes que investigam o incêndio disseram que é muito cedo para determinar as causas do fogo, mas disseram que o fogo começou perto da porta principal do edifício, e é possível que tenha

ocorrido por vingança pessoal.

  

"Buscamos qualquer pessoa que pudesse estar no edifício ou que estivesse passando por perto, e que tenha visto um automóvel desrespeitando um sinal vermelho ou uma pessoa levando um objeto estranho, por exemplo", disse Luis Yero, um dos detetives da Polícia de Nova York que investiga o caso.

O agente pediu a colaboração dos vizinhos do prédio, que fica em uma região onde vivem muitos imigrantes centro-americanos e garantiu que a Polícia trabalha "para ajudar e não para criar problemas a ninguém", para encorajar os que estão em situação irregular a colaborar com as autoridades, garantindo que não haverá perguntas sobre sua situação migratória.

  

O fogo, que só foi apagado após o trabalho de 125 bombeiros, destruiu um restaurante japonês que ficava no piso térreo e atingiu moradores do segundo e terceiro andares do edifício, além de ter provocado o desmoronamento de paredes interiores.

  

Luisa Ordóñez, única vítima mortal que foi identificada até o momento, colocou a filha de dois meses em um carrinho de bebê e a jogou pela janela para salvá-la. A criança sobreviveu, mas está em

situação delicada por conta de uma fratura craniana.

  

A mulher conseguiu ainda salvar outro filho, de dois anos, passando a criança pela janela até o apartamento inferior, onde um vizinho a segurou antes de entregá-la aos bombeiros que participaram

do salvamento.

  

O Departamento de Bombeiros de Nova York indicou que não havia detectores de fumaça suficientes no prédio, e os que estavam no local não funcionavam corretamente.

 

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