Injeção letal é questionada na Suprema Corte dos EUA

Coquetel composto de três drogas pode causar fortes dores na hora da execução, dizem presidiários

AP,

07 de janeiro de 2008 | 19h32

Presidiários do corredor da morte pediram à Suprema Corte dos Estados Unidos a permissão para usar diferentes drogas ou métodos que reduzam o risco de o prisioneiro sofrer dor durante a execução. A participação da Corte no caso parou as execuções ao menos até o verão. A justiça ouviu argumentos na manhã desta segunda-feira, 7, contra a injeção letal, coquetel composto de três drogas. Atualmente, 36 estados utilizam métodos similares a esse. Recentes execuções na Flórida e em Ohio levaram muito mais tempo que o usual e há fortes indícios de que os prisioneiros sofreram dores intensas durante o processo.  Os prisioneiros do estado de Kentucky disseram que há problemas com as três drogas que são utilizadas para paralisar e matar os prisioneiros. Os condenados alegam que se a anestesia inicial não faz efeito, a terceira droga, utilizada para parar o coração, pode causar dor intensa. Mas a dor seria mascarada pela segunda droga, que paralisa a pessoa e impede que ela expresse o desconforto. Os prisioneiros afirmaram que eles precisam ser melhor monitorados contra a dor durante a execução e que os funcionários da prisão deveriam ser melhor treinados. Uma outra opção, proposta por eles, seria trocar o coquetel de três drogas por uma única que não causasse dor.

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