Inteligência alerta para 'ameaça elevada' da Al-Qaeda nos EUA

Copilação de documentos de várias agências alerta para esforços de infiltração da rede terrorista no país

Tabassum Zakaria, REUTERS

17 Julho 2007 | 13h46

Um relatório divulgado pelas agências de inteligência americanas nesta terça-feira, 17, adverte para a intensificação dos esforços da Al-Qaeda em infiltrar agentes nos Estados Unidos. De acordo com o documento, o nível de ameaça hoje está mais elevado. A informação consta no documento "Avaliação da Inteligência Nacional sobre a Ameaça Terrorista à Pátria Norte-Americana" - uma compilação das opiniões de várias agências de espionagem. A Al-Qaeda, responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001, permanece sendo a "ameaça terrorista mais grave" ao território dos EUA e seus líderes continuam planejando "tramas de grande impacto", afirma o documento. "Embora tenhamos descoberto bem poucos indivíduos nos EUA com relações com a liderança da Al-Qaeda desde 11 de Setembro, acreditamos que a Al-Qaeda irá intensificar seus esforços para colocar agentes aqui", diz o relatório. "Em consequência, julgamos que os Estados Unidos estão atualmente num ambiente de ameaça elevada." Frances Townsend, conselheiro de segurança interna do presidente George W. Bush, disse a repórteres que não há nenhuma ameaça específica ou com credibilidade especial, mas afirmou que o governo vai levar a advertência a sério. As autoridades não mudaram o nível oficial de alerta. O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, desmentiu que o governo esteja usando a ameaça para desviar a atenção da questão do Iraque. "Estamos tentando lembrar as pessoas de que é uma ameaça real" declarou ele a jornalistas, antes da divulgação do documento. "Não é uma tentativa de desviar a atenção." O relatório, que levou três anos para ser elaborado, alertou para uma ameaça constante do terrorismo contra os EUA pelos próximos três anos. Mas também disse que a ameaça representada pelos extremistas muçulmanos dentro do país não deve ser tão grave quanto na Europa. Segundo a avaliação das agências, as operações de contra-terrorismo fizeram com que os EUA se tornassem um alvo mais difícil de ser atingido que antes do 11 de Setembro.

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