Inteligência dos EUA subestimou militantes na Síria, diz Obama à CBS

As agências de inteligência dos Estados Unidos subestimaram a atividade do Estado Islâmico dentro da Síria, que se tornou um "marco zero" para jihadistas globalmente, disse o presidente Barack Obama em entrevista ao canal de televisão CBS transmitida neste domingo.

REUTERS

28 de setembro de 2014 | 13h23

Além disso, os EUA superestimaram a capacidade do exército iraquiano de enfrentar os grupos militantes, disse Obama em entrevista gravada na sexta-feira, dias após o presidente defender a intervenção na Organização das Nações Unidas.

Citando declarações do diretor de inteligência nacional, James Clapper, Obama reconheceu que a inteligência dos EUA subestimou o que está acontecendo na Síria.

Militantes islâmicos se esconderam quando o exército dos EUA enfrentou a al Qaeda no Iraque com a ajuda de tribos iraquianas, disse ele.

"Mas ao longo dos últimos anos, durante o caos da guerra civil síria, onde essencialmente você tem grandes fatias do país completamente desgovernadas, eles foram capazes de se reconstituir e tomar vantagem desse caso", disse Obama.

"Então isso se tornou um 'marco zero' para jihadistas em todo o mundo", acrescentou.

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