Internautas aprovam saída do governador de NY após escândalo

64% dos leitores do estadao.com.br acham que Eliot Spitzer deveria renunciar após vínculo com prostituição

Da redação,

12 de março de 2008 | 13h29

A maioria dos leitores do estadao.com.br acredita que o governador de Nova York, Eliot Spitzer, deveria renunciar após as denúncias de envolvimento com uma rede de prostituição de luxo. Segundo a enquete, 64% dos internautas aprovam a decisão de Spitzer de deixar o cargo. Ao lado da mulher, o político democrata anunciou a sua saída nesta quarta-feira, 12, e voltou a pedir desculpas pelo que classificou como "comportamento inaceitável".  A pesquisa recebeu 162 votos, dos quais 104 foram a favor e 58 contra a saída do governador democrata. Spitzer, que é casado e tem três filhos, estava em seu primeiro mandato como governador de Nova York. Ele foi procurador-geral do Estado e, durante sua gestão no cargo, ganhou projeção nacional por combater crimes ligados ao mercado financeiro e chegou também a desmantelar redes de prostituição.  Os deputados republicanos da Assembléia Estadual de Nova York haviam dado um ultimato para que Spitzer renunciasse depois que o jornal The New York Times publicou informações de que ele teria recorrido aos serviços de uma rede de prostituição.  "Eu não posso deixar que meus erros privados interfiram no trabalho público", disse Spitzer, ao anunciar a renúncia em uma coletiva de imprensa.  De acordo com o New York Times, a denúncia contra Spitzer teria surgido após quatro pessoas terem sido presas em conexão com uma rede de prostituição de alto luxo, conhecida como Emperors Club VIP. A rede de prostituição promovia encontros entre prostitutas e clientes de alto poder aquisitivo em cidades como Washington, Nova York e Paris.  Documentos apreendidos durante a detenção dos quatro acusados apontariam o envolvimento de Spitzer. Ele teria marcado um encontro com uma das prostitutas da rede em Washington no dia 13 de fevereiro.  Spitzer havia apoiado a senadora e pré-candidata democrata à presidência Hillary Clinton. Na segunda-feira, horas após a denúncia ter vindo à tona, a campanha de Hillary disse rejeitar o apoio do governador.  (Com BBC Brasil)

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