Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Investigadores buscam pistas que esclareçam explosões em Boston

Grande parte do centro de Boston continuava isolada pela polícia nesta terça-feira, enquanto autoridades investigam a origem de duas bombas que explodiram junto à linha de chegada da tradicional maratona local, num incidente que deixou três mortos e mais de cem feridos.

SCOTT MALONE, Reuters

16 de abril de 2013 | 10h12

Um trecho da rua Boylston e os quarteirões ao seu redor ficaram fechados ao tráfego para que a polícia procure indícios sobre quem deixou as bombas detonadas na segunda-feira, que continham rolamentos metálicos a fim de maximizar os danos.

A Casa Branca disse que as explosões serão tratadas como "um ato de terror", e o presidente Barack Obama prometeu que os responsáveis "sentirão o peso total da justiça".

Esse foi o pior atentado em solo norte-americano desde os ataques de 11 de setembro de 2001, que foram cometidos pela Al Qaeda com aviões sequestrados e deixaram quase 3.000 mortes.

A imprensa local disse que a polícia vasculhou um apartamento na localidade de Revere, a cerca de dez quilômetros de Boston. Katherine Gulotta, porta-voz do FBI --a polícia federal dos EUA, que comanda a investigação--, não confirmou nem negou essa notícia. Ela disse que a polícia concederá entrevista coletiva mais tarde.

As autoridades dizem que é cedo para dizer se o atentado foi realizado por um grupo local ou estrangeiro, ou para identificar os motivos.

Em 1995, um militante norte-americano de ultradireita chamado Timothy McVeigh detonou um caminhão cheio de explosivos em frente a um prédio federal de Oklahoma City, matando 168 pessoas.

Dois anos antes, militantes islâmicos deixaram seis mortos e mais de mil feridos em um atentado a bomba no World Trade Center -- as torres gêmeas que viriam a ser demolidas no atentado de 2001.

CIRURGIAS

Hospitais da região de Boston estão preparando cirurgias para algumas das vítimas, entre as quais muitas sofreram lesões na parte inferior das suas pernas, segundo Peter Fagenholz, traumatologista do Hospital Geral de Massachusetts.

"Estamos vendo muitas lesões por estilhaços", disse Fagenholz a jornalistas. Os médicos do local atenderam 29 pessoas, sendo oito em estado crítico.

Entre os mortos há um menino de oito anos, disse o jornal Boston Globe, citando duas fontes policiais. Uma criança de 2 anos sofreu um ferimento na cabeça e está sendo atendido no Hospital Infantil de Boston.

O ataque fez com que a polícia entrasse em alerta em outras cidades dos EUA, incluindo Washington e Nova York, que foram atingidas pelos atentados de 11 de setembro de 2001.

A Maratona de Boston, realizada anualmente desde 1897, atrai a cada edição cerca 20 mil participantes e 500 mil espectadores.

Na Grã-Bretanha, organizadores da Maratona de Londres disseram que o evento será mantido no domingo, mas que a segurança está sendo revista. Autoridades espanholas disseram o mesmo com relação à Maratona de Madri, também no domingo.

Várias autoridades estrangeiras condenaram o atentado.

"Nada pode justificar um ataque tão insidioso contra pessoas que haviam se reunido para um pacífico evento esportivo. Espero que a pessoa ou as pessoas culpadas possam ser levadas à justiça", disse em nota a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel.

(Reportagem adicional de Mark Felsenthal, em Washington; Pritha Sarkar, Patrick Johnston, Martyn Herman e David Cutler, em Londres; e Gareth Jones, em Berlin)

Tudo o que sabemos sobre:
EUABOSTONMARATONAATUALIZA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.