Investigadores buscam turbinas de avião que pousou em NY

Membro do comitê disse que 'é normal' que as turbinas tenham se separado do avião após a queda

Efe,

16 de janeiro de 2009 | 21h35

Os investigadores buscam rio abaixo as duas turbinas do Airbus 320 que fez um pouso forçado no Hudson com 155 pessoas a bordo, já que poderiam conter evidências físicas de que a colisão com aves foi a causa do acidente. Veja tambémPiloto herói vai depor em investigação de pouso forçado em NYPássaros já causaram 668 acidentes aéreos nos EUAAvião com mais de 150 pessoas cai em rio de Nova YorkGaleria de fotos do resgate   "Estamos utilizando um sonar para localizar os motores, porque se separaram do avião. Com eles, esperamos ter evidências físicas sobre as causas do acidente", anunciou nesta sexta-feira, 16, Kitty Higgins, membro do Comitê Nacional de Segurança no Transporte dos Estados Unidos (NTSB, em inglês), encarregado da investigação. Em entrevista coletiva, Higgins disse que "é normal" que as turbinas tenham se separado do avião após o impacto e que começaram a ser buscadas a partir do ponto de impacto e no sentido da corrente em direção a mar aberto. "Disseram que é incrível a quantidade de DNA que pode ficar para nos dar informação concreta sobre o tipo de ave de que se tratava", explicou. Quanto ao resto do avião, anunciou que será necessário tirá-lo da água para recuperar as gravações de voz e dados do aparelho, já que a forte corrente e as baixas temperaturas impedem chegar a elas. "Gostaríamos de ter feito mais avanços hoje, mas as condições climatológicas não são as melhores", portanto "se trabalhará até a meia-noite para tentar que, amanhã, por volta das 10h (13h de Brasília), seja possível iniciar o levantamento do aparelho", acrescentou. O especialista detalhou que "o plano é levantar o avião, colocá-lo sobre uma barcaça e, então, retirar as gravações", que estão na cauda do aparelho. "Sabemos onde estão e achamos que a cauda está intacta, o problema é que não podemos chegar a elas com o avião submerso", esclareceu. Quando isso tiver sido feito, "serão documentados os danos do avião", já que "muitos não são visíveis", e, depois, a aeronave será levada a um "local seguro" para continuar com as investigações. "Um aspecto que nos interessa muito é investigar o que funcionou, que fatores foram os que fizeram com que as coisas saíssem tão bem", apontou Higgins. Ele deu como exemplo o fato de o avião ter se mantido flutuando durante tanto tempo, permitindo aos passageiros subir nas asas para serem resgatados, e que não tenham ficado destruídas com o impacto. Higgins contou que os membros da tripulação começaram a ser interrogados, mas não foi possível fazer as entrevistas previstas com o piloto e o co-piloto, que ocorrerão amanhã. "Também queremos tomar os depoimentos dos passageiros e das testemunhas, porque toda essa informação é muito importante e complementará a oferecida pelas caixas-pretas do avião", acrescentou. O mesmo será feito com os controladores aéreos que lidaram com a situação para determinar com exatidão o processo de tomada de decisões, já que veio a público que, antes da aterrissagem, foram cogitados até dois aeroportos para o pouso.

Tudo o que sabemos sobre:
acidente aéreoEUANova York

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.