Irã acusa EUA de hipocrisia em execução de norte-americana

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou os Estados Unidos de hipocrisia na sexta-feira por criticar a sentença de morte de uma iraniana, após uma mulher ter sido executada nos Estados Unidos nesta semana.

REUTERS

24 de setembro de 2010 | 18h10

Sakineh Mohammadi Ashtiani foi condenada por adultério, mas autoridades iranianas suspenderam sua execução por apedrejamento no início deste mês após semanas de pressão internacional.

Nos Estados Unidos, Teresa Lewis, de 41 anos, foi condenada por orquestrar as mortes de seu marido e enteado e foi morta na quinta-feira com uma injeção letal no Estado da Virgínia. Foi a primeira execução de uma mulher no país em cinco anos.

Em coletiva de imprensa em Nova York, Ahmadinejad disse que Sakineh foi acusada de ter sido cúmplice do assassinato de seu marido e que o caso não havia gerado repercussão até chegar à Justiça.

"Meu Deus, o barulho que ocorreu na mesma imprensa que acompanha a direção da política do Departamento de Estado (dos EUA) como se o único problema neste planeta fosse apenas este. Nenhum outro problema no mundo para eles cobrirem", disse ele.

"Mas na noite passada uma mulher foi executada nos EUA com uma sentença similar. Agora, se uma mulher nos EUA é executada é OK?", disse ele.

Ahmadinejad apontou os casos de pena de morte ao descrever a imprensa norte-americana como "a menos confiável no mundo".

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