Irã é 'maior ameaça aos EUA no Oriente Médio', dizem EUA

Condoleezza Rice e Robert Gates tentam criar frente contra Irã, Síria e Hezbollah com apoio de vizinhos

BBC Brasil,

31 Julho 2007 | 08h57

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que o Irã é a "maior ameaça no Oriente Médio", em uma escala antes de iniciar um giro diplomático pela região. Acompanhada do secretário de Defesa do governo americano, Robert Gates, ela reúne com ministros dos países árabes nesta terça-feira, 31, no balneário de Sharm El-Sheik, no Egito.   Veja também:  Rice e Gates chegam ao Egito para buscar apoio árabe no Iraque   "Não há dúvida, acho, que o Irã constitui o mais importante desafio, como país, aos interesses americanos no Oriente Médio e ao tipo de Oriente Médio que queremos ver", declarou Rice, em uma escala em Shannon, na República da Irlanda.   A viagem se realiza logo após o anúncio de uma ajuda militar de US$ 63 bilhões a países aliados dos Estados Unidos na região.   Tanto a ajuda quanto a viagem fazem parte de uma iniciativa americana de reduzir a influência do Irã, da Síria e do grupo libanês Hezbollah nos países vizinhos.   Com seu programa nuclear e sua credibilidade junto a grupos militantes xiitas, o Irã há muito tempo está entre as preocupações de Washington.   No domingo, o embaixador americano na ONU, Zalmay Khalilzad, acusou a Arábia Saudita de prejudicar os esforços pela estabilização do Iraque.   Em sua primeira viagem conjunta, Rice e Gates visitarão juntos o Egito e a Arábia Saudita, e outros países separadamente.   O secretário de Defesa disse que os Estados Unidos querem "assegurar a todos os países que as políticas (da Casa Branca) para o Iraque consideraram e continuarão a considerar a segurança e a estabilidade regional como altíssima prioridade".   O porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Mohammed Ali Hosseini, acusou os Estados Unidos de prejudicarem boas relações entre os países da região. Para o Irã, as políticas americanas no Oriente Médio difundem o medo.   Egito, Israel e Arábia Saudita são os principais beneficiados pelo acordo de ajuda militar anunciado pelo governo americano.   Acredita-se que a venda de bombas guiadas por satélite à Arábia Saudita (a primeira desse tipo de equipamento para um país árabe) faz parte do acordo de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 38,1 bilhões) em armas firmado com o reino e outros países do Golfo Pérsico.   O pacote de apoio militar precisa ser aprovado pelo Congresso americano e deve enfrentar resistência. Dois congressistas democratas de Nova York, Anthony Weiner e Jerrold Nadler, disseram no domingo que vão apresentar um projeto de lei para bloquear a ajuda militar à Arábia Saudita.   Pacote armamentista Israel - U$ 30 bilhões Egito - US$ 13 bilhões Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Omã e Emirados Árabes - juntos, US$ 20 bilhões Israel - US$ 30 bilhões (cerca de R$ 57,6 bilhões) em 10 anos, um acréscimo de 25% sobre os valores atuais. Egito - US$ 13 bilhões (quase R$ 25 bilhões).   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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