Iraque é crucial para combate contra Al-Qaeda, diz Petraeus

General das tropas dos EUA diz que país é 'fronte central' da facção; Basra não será ocupada, afirma

Agências internacionais,

12 de setembro de 2007 | 17h48

O comandante militar dos Estados Unidos no Iraque, general David Petraeus, afirmou nesta quarta-feira, 12, que o país é importante para a segurança norte-americana ao redor do mundo porque é "o fronte central da guerra global de terror da Al-Qaeda". Apesar disso, Petraeus disse também que não prevê a necessidade de enviar tropas a Basra, apesar a inquietação em Washington com a saída das tropas britânicas de lá. "Não sabemos o que aconteceria se a Al-Qaeda tivesse um santuário no Iraque, de onde eles poderiam presumidamente exportar violência, até treinar outros. Nós apenas não sabemos", disse Petraeus em uma coletiva em Washington. O comandante esclarecia uma resposta dada ao senador republicano John Warner, durante uma audiência perante a Comissão de Serviços Armados do Senado, na véspera. Warner havia questionado se a estratégia militar dos EUA no Iraque estava tornando os Estados Unidos mais seguro. A resposta foi: "Senhor, eu não sei, na verdade. Eu não sentei e organizei isso em minha mente. O que eu foquei e o que eu fixei foi como completar a missão da Força Multi-Nacional do Iraque". Se uma retirada dos EUA deixa o Iraque à influência da Al-Qaeda, Petraeus disse, "seria ela focada em Levante, em Magreb, no Afeganistão, Europa Oriental, os EUA? Eu não sei". Ryan Crocker, embaixador dos EUA no Iraque, foi mais longe. "Temos que compreender que em qualquer lugar a Al-Qaeda possa achar um refúgio de operações, um espaço, a habilidade de se organizar, consolidar, eles vão usar isso para nos atingit", disse o embaixador, que testemunhou lado a lado com Petraeus em Capitol Hill. Basra Segundo Petraeus, grupos xiitas rivais travam uma disputa às vezes violenta pelo poder em Basra, segunda maior cidade do Iraque, mas têm capacidade de resolver os problemas. "Estamos no modo esperar para ver com Basra", disse Petraeus em entrevista coletiva em Washington. "Mas temos toda a expectativa de que Basra será resolvida pelos iraquianos." As tropas britânicas se retiraram de Basra neste mês, deslocando-se para uma base ao sul da cidade xiita. O governo britânico apontou a movimentação como sinal de sucesso, demonstrando que as autoridades iraquianas já têm mais capacidade de impor a ordem na cidade. Mas alguns senadores norte-americanos estão preocupados e acham que seria preciso enviar forças dos EUA para conter a violência entre os grupos xiitas e a influência do Irã na região. A desocupação britânica de Basra ocorre num momento delicado entre Washington e Londres, já que alguns ministros do novo gabinete britânico - depois da substituição de Tony Blair por Gordon Brown como premiê - deram declarações aparentemente pouco entusiasmadas com o conflito. Nas últimas semanas, além disso, oficiais britânicos da reserva criticaram os planos dos EUA para o Iraque pós-invasão, enquanto analistas dos EUA disseram que o Reino Unido na prática foi derrotada em Basra.

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