Iraque e EUA estudam o futuro de suas relações

A delegação dos EUA será liderada pelo embaixador Ryan Crocker e terá altos funcionários do Pentágono

EFE,

08 de março de 2008 | 04h26

Iraque e Estados Unidos iniciarão neste sábado negociações sobre o futuro das relações entre os dois países, anunciou o Departamento de Defesa americano. Além das relações, o objetivo dessas negociações será analisar o marco legal da presença militar americana nesse país, disse Geoff Morrell, secretário de imprensa do Pentágono. "Isto começa de maneira acelerada amanhã", assinalou Morrell, que advertiu, no entanto, que o processo de normalização das relações entre os dois países deve ser longo. Acrescentou que Washington espera concluir um acordo para dezembro deste ano, quando expira uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que regula a presença militar dos EUA e de seus aliados no Iraque. A delegação dos Estados Unidos será liderada pelo embaixador Ryan Crocker e contará com a participação de altos funcionários do Pentágono, do Departamento de Estado e do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca. Morrell não quis informar qual será a posição dos Estados Unidos na negociação, mas assinalou que o acordo final "não procura bases permanentes, não codificará de nenhuma forma o número de tropas que permanecerão no Iraque, nem atará as mãos do futuro comandante-em-chefe". O secretário de imprensa disse que a intenção dos Estados Unidos é discutir dois acordos paralelos. Uma deles estabeleceria as bases da relação a longo prazo entre EUA e Iraque no plano político, econômico e de segurança, e seria a base para que esse país tenha plena soberania, assinalou. O outro se referiria ao status jurídico da presença militar americana em território iraquiano, incluindo os direitos e obrigações dessas tropas. Segundo números do Pentágono, os Estados Unidos atualmente possuem aproximadamente 159 mil soldados no Iraque. O secretário de Defesa, Robert Gates, assinalou que espera que o Governo do Iraque concorde com uma presença de longo prazo das tropas americanas no país. Essa presença teria uma natureza mais policial do que de combate, assinalou.

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